Se em Franca a falta de água já traz muitos transtornos, em Restinga a situação da população é ainda mais complicada: não há minas e nem caminhões-pipa na cidade para se realizar o abastecimento emergencial. Assim como Franca, a cidade também enfrentou falta de água ontem.
O prefeito local, Amarildo Thomás do Nascimento (PMDB), disse ontem que o problema toma proporções preocupantes em Restinga, por conta da modesta infra-estrutura do município. “É complicado demais. Tenho de correr atrás de uma usina em Patrocínio Paulista e pedir emprestado o caminhão-pipa deles. Depois, procurar a Sabesp para abastecer e, por último organizar a distribuição”.
Segundo Nascimento, a companhia alertou para a interrupção do fornecimento que ocorreria ontem, mas não houve condições de agir a tempo. “Temos problemas de infra-estrutura. Sem um caminhão pelo menos, fica difícil. Aqui em Restinga não há uma mina sequer para a população buscar água. É desastroso”, disse. “E não há como criticar a Sabesp ou seja quem for: a chuva é que causa tudo isso”.
SEM ESTRADAS
As chuvas dos últimos dias ocasionaram, ainda, outra preocupação para o prefeito. As estradas de terra que ligam Restinga ao assentamento Boa Sorte, ao Mandiú e a Batatais ficaram muito danificadas. Segundo Nascimento, não há a mínima condição de se trafegar pelas vias. “Recentemente, passamos a máquina, jogamos pedra e melhoramos as condições da pista. Aí, vem a chuva e destrói tudo, estradas e pontes. Não tem muito o que fazer, além de lamentar”, disse o peemedebista.
Por conta dos estragos nas estradas, Nascimento decidiu suspender, por tempo indeterminado, o início das aulas nas escolas municipais. “Como vou colocar ônibus nesses lamaçais? Seria muita irresponsabilidade de minha parte arriscar dessa forma as crianças. Por ora, enquanto não arrumarmos de novo as estradas, as aulas não vão mesmo começar”, disse o prefeito.
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