‘Achei que meu filho fosse nascer na rua’


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Dezenove de janeiro de 2007. Essa data será inesquecível para Marilene Ferreira Amorim de Souza. Moradora na Rua Cipriano Berbel Lopes, no Jardim Eldorado, a dona de casa quase foi obrigada a dar à luz no meio da rua. Ela vinha sentindo fortes contrações havia vários dias, e, ao notar que a bolsa havia rompido, chamou um táxi para levá-la até o hospital. Como a rua em que mora estava intransitável, o taxista se recusou a chegar até a sua residência e ela teve que caminhar mais de 300 metros para chegar até o veículo. “Achei que meu filho fosse nascer ali na rua mesmo, mas graças a Deus tudo correu bem e cheguei a tempo no hospital”. Com o pequeno Guilherme no colo, Marilene espera que seu caso sirva de alerta para que as autoridades providenciem a pavimentação do bairro o mais rápido possível. “Temos uma vizinha que sofreu derrame cerebral e tem que fazer fisioterapia todos os dias. É uma dificuldade, pois ela tem que passar na cadeira de rodas pela rua, que está cheia de buracos”. Com tantas dificuldades, Marilene torce para que nada de grave aconteça com alguém. “Nem as ambulâncias conseguem chegar aqui, então o que nos resta é pedir a Deus para que nada aconteça até o asfalto chegar”.

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