A Corregedoria da Polícia Civil de Franca abriu uma sindicância interna para apurar as circunstâncias da nova fuga do golpista Marcelo Henrique Rodrigues, 28, o “Marcelinho”. Ele escapou na manhã de terça-feira da cadeia de Pedregulho.O delegado seccional Maury de Camargo disse que o episódio causou desgaste à instituição e que os policiais serão responsabilizados. “Não acredito que a fuga tenha sido facilitada, mas acho que os policiais não trataram do caso com o cuidado e seriedade”.
O carcereiro plantonista foi indiciado por facilitação culposa devido à negligência na vigilância. Os diretores da cadeia também podem ser punidos.
Detido por policiais militares em 19 de dezembro enquanto tomava chope com policiais civis, Marcelinho já havia escapado na ocasião. A polícia apura se houve alguma conivência dos investigadores. Para o seccional, porém, o problema, dessa vez, foi excesso de confiança. “Eles confiaram demais no Marcelinho”, disse.
Ciente de que a segunda fuga do criminoso em menos de dois meses poderá lhe causar problemas, o seccional determinou rigorosa apuração dos fatos. A primeira medida foi se reunir com os funcionários da cadeia para saber porque o golpista estava fora da cela.”Disseram que havia risco de vida para ele. Baseado nesse problema, tomaram a decisão. Agora, vou avaliar porque não solicitaram vaga no sistema prisional do Estado e porque não trouxeram o problema ao meu conhecimento”.
O chefe da Polícia Civil em Franca disse que Marcelinho já havia dado mostras de que não era confiável e que deveria ter sido vigiado com mais atenção. “Ele é um fujão e isso deveria ter sido levado em conta. Houve um desgaste para a administração pública, mas vou apurar a responsabilidade de todos, inclusive dos diretores”.
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Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, Marcelinho teria escapado da cadeia ao escalar um muro existente nos fundos. Depois, recebeu a ajuda de um conhecido para deixar a cidade.
A polícia aposta em seu setor de inteligência para localizar Marcelinho. Maury de Camargo acredita que ele não conseguirá fugir por muito tempo, devendo ser preso em breve. “Depois, vou cuidar pessoalmente de colocá-lo em um estabelecimento seguro”.
O Comércio tentou contato, ontem, com Anivaldo Registro, titular do Deinter 3. A secretária dele disse que ele estava fora e não retornaria ontem à sede do departamento.
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