Depois da chuva de quase uma hora que caiu sobre Franca na tarde de terça-feira, a cidade ficou marcada pela sujeira. Ontem, o Comércio saiu às ruas para conferir o rescaldo do temporal e viu que a Secretaria de Obras terá muito trabalho na reconstrução dos pontos atingidos. Durante todo o dia, a responsável pela pasta, Valéria Marson, esteve no gabinete do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para avaliar os prejuízos. Enquanto isso, equipes da secretaria limpavam as ruas e faziam os consertos mais urgentes. No fim da tarde, Valéria convocou uma coletiva de imprensa para explicar o saldo dos problemas.
Ruas e avenidas foram interditadas por causa de buracos, galerias de águas pluviais se romperam, pontes estão caídas em estradas vicinais, terras cederam e paredes dos córregos que cortam as principais vias ficaram abaladas.
Os estragos puderam ser constatados por diferentes bairros. Alguns, como o Jardim Esmeralda, na zona oeste de Franca, que ainda não conta com asfalto, estão intransitáveis. Nas Ruas Luiz Batarra e Higino Furini, a erosão interrompe o tráfego de veículos. O mesmo acontece em trecho da Avenida Tristão de Almeida.
Na Rua Francisco Marques, na divisa dos bairros Palmeiras e Pulicano, a força da água derrubou parte da encosta de proteção de uma ponte e atingiu o asfalto. Motoristas temem que o buraco aumente e provoque a interdição do local. Ontem, apesar do tempo instável, equipes já trabalhavam na recuperação da área. “Estamos reclamando dessa ponte há vários meses, mas as chuvas não permitiram que a Prefeitura fizesse as obras necessárias. Agora não tem como esperar mais”, disse Álvaro Reis, morador da região.
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Outro ponto crítico é o Clube Castelinho. Quem passou pela Avenida Miguel Sábio de Mello ontem, pode perceber que a água da represa do clube, transbordou e tombou a tela de arame. Na terça-feira, a avenida ficou inundada por mais de duas horas e provocou congestionamento no trânsito. Segundo a Defesa Civil, pelo menos nove pontos de alagamento foram registrados na região central da cidade. Na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, na região do Galo Branco, o córrego transbordou e provocou o alagamento de quase um quilômetro de extensão.
Morador do Recanto Elimar III, o pedreiro Luís Rodrigues Soares, 33, não consegue sair de casa na Rua Fabiano de Pádua Gomes. A via em declive está ‘desmontando’, a força da água formou enormes crateras e o solo (argila) parece um papelão molhado. “Tenho deixado o carro dormir na rua, não consigo entrar com ele na garagem. A Prefeitura jogou pedras na semana passada, mas não resolveu”.
Sua vizinha, a dona de casa Andreia Pereira Francisca, também tem motivos para reclamar. “A rua chegou no limite. Está difícil até para andar a pé. Se precisar de um socorro, ficaremos sem atendimento porque nenhum carro tem condições de entrar aqui”.
No Jardim Dermínio, a Rua Presidente Carlos Coimbra Luz foi interditada parcialmente. A ponte na Avenida Doutor Alonso y Alonso, entrada para o Galo Branco, também precisou ser fechada para evitar maiores prejuízos. Na zona rural, cerca de 240 quilômetros precisam de reparos para dar condições de trânsito.
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