Polícia tentou manter informação da fuga sob sigilo


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A polícia tentou de todas as maneiras abafar a informação de que Marcelinho havia fugido novamente. A divulgação de um novo baile do golpista nos policiais civis não repercutiria bem. Uma fonte disse ao Comércio que o delegado Anivaldo Registro, chefe do Deinter-3, departamento da Polícia Civil que abrange 93 cidades na região de Ribeirão Preto, havia ficado profundamente irritado com o episódio ocorrido em dezembro no Peixinhos Bar. Um novo deslize não seria relevado. Durante todo o dia, a informação nas delegacias era de que tudo estava bem. Não era verdade. Tão logo a fuga foi descoberta, às 7h25, os delegados Maury de Camargo, Daniel Radaelli e Sidnei Martins seguiram imediatamente para Pedregulho. Ficaram indignados com a ocorrência. Buscas foram feitas durante todo o dia na tentativa de encontrar Marcelinho, em vão. No período da noite, os policiais se reuniram novamente para tratar da questão. A recaptura do fujão é tida como questão de honra. Como já fora em dezembro. A cúpula da Polícia Civil em Franca evitou comentar o assunto. Sempre atuante e firme nesses tipos de ocorrência, o delegado seccional, Maury de Camargo, dessa vez, não atendeu às ligações feitas pela reportagem. O diretor da cadeia de Pedregulho, Fábio Branquinho, está de férias e foi chamado às pressas para se reunir com seus superiores. O delegado Daniel Radaeli, que responde interinamente pelo presídio, disse que o carcereiro de plantão, que não teve o nome divulgado, foi indiciado por facilitação. Oficialmente, o golpista estava no corredor, pois seria constantemente ameaçado pelos companheiros de cela. Pelo visto, só faltou o chope e o peixe.

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