Verde e malcheirosa, água é despejada próximo ao Distrito


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Uma água verde e malcheirosa é despejada no Córrego dos Bagres, que deságua no Rio Sapucaí; Cetesb promete investigar
Uma água verde e malcheirosa é despejada no Córrego dos Bagres, que deságua no Rio Sapucaí; Cetesb promete investigar
Uma água verde e malcheirosa que é despejada no Córrego dos Bagres, um pouco à frente do Distrito Industrial, chama a atenção de quem passa pelo local. Não se sabe ao certo se a água vem dos curtumes daquela região ou da Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp. A única certeza é que o líquido vai direto para o Rio Sapucaí. “Notei que há dois canos. Em um deles, a água é verde e tem cheiro de resíduos de curtume”, disse um homem que passava pelo local e pediu para não ser identificado. Na sexta-feira de manhã, o homem acompanhava a equipe do Corpo de Bombeiros que fazia buscas ao corpo do garoto Pedro Maia, tragado pela enchente na quinta-feira. “Até mesmo os bombeiros estranharam a cor e o cheiro da água”, disse. Davi Faleiros, engenheiro técnico da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), disse que a companhia vai analisar a água para verificar se há algum tipo de poluição. “Nós não temos nenhuma notícia de alteração de efluentes, mas vamos ver se há algo errado”. Faleiros adiantou que a Cetesb faz um monitoramento semanal no ponto de lançamento de água dos curtumes e uma análise diária dos resíduos lançados pela Sabesp. “Até onde sabemos, todos estão dentro das normas de qualidade”. Segundo Davi, a água verde seria resultado do tingimento do couro. Às vezes, segundo ele, ela chega a ficar marrom. Quanto ao cheiro, o engenheiro da Cetesb disse que não deveria ser forte, mas as chuvas podem ser culpadas por ele. “As chuvas movimentam as lagoas de tratamento e isso pode influenciar sim”, explica. Questionado se pode haver algum tipo de irregularidade por parte dos curtumes, Faleiros disse que todos estão trabalhando de acordo com normas estabelecidas pelo Ministério Público do Meio Ambiente e Cetesb. “Durante as fiscalizações e monitoramentos não há indícios de que eles fogem às normas, mas isso não impede da população fazer denúncias de irregularidades. Se houver a denúncia, vamos até lá”.

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