Não foi dessa vez. A punição à funcionária Anéria Oliveira Falleiros, que assumiu a autoria dos mais de 200 telefonemas feitos de ramais da Câmara para um telefone celular de Divinópolis (MG) entre janeiro e setembro de 2006, prevista para ontem, foi adiada mais uma vez e ficou para hoje. O presidente Joaquim Ribeiro (PSB) consultou seus colegas de Mesa Diretora e garantiu que haverá uma punição, mas disse que só revelará qual será após comunicar a ela.
Os componentes da Mesa são unânimes na afirmação de que a punição é necessária. “Errou tem que pagar, até mesmo para servir de exemplo”, disse o vice-presidente Marcelo Valim (PSDB).
O primeiro secretário Luiz Carlos Fernandes (PDT) e o segundo secretário Rui Engrácia (PSDB), dizem que o episódio, do disque-sexo - nos bastidores a informação é de que o celular chamado pertence a uma garota de programa, versão desmentida por Anéria - atingiu a imagem da Câmara. “Até para que não pensem que ela está agindo como testa-de-ferro, é preciso uma punição”, disse o pedetista. O vereador se refere à estranha mudança de discurso da funcionária que negou a autoria dos telefonemas durante meses, mas mudou de sua versão repentinamente.
Uma possível punição vai de advertência verbal ou escrita, passa por uma multa e chega até uma suspensão. Informações de bastidores dão conta de que o presidente deve optar por aplicar uma advertência por escrito à Anéria, o que fará com que ela perca o aumento de 2% a que teria direito, por lei, em 60 dias.
A servidora também terá que devolver os R$ 960 gastos com os telefonemas aos cofres públicos.
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