Câmara impõe derrota a Sidnei


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Médico Marco Aurélio Piacesi (primeiro plano) ouve, com cara de poucos amigos, o pronunciamento do diretor clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima, durante a sessão de ontem da Câmara
Médico Marco Aurélio Piacesi (primeiro plano) ouve, com cara de poucos amigos, o pronunciamento do diretor clínico da Santa Casa, Marcelo de Paula Lima, durante a sessão de ontem da Câmara
Os vereadores começaram o ano impondo uma derrota política ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Na primeira sessão ordinária do ano, o tucano viu um projeto seu, enviado em regime de urgência e que pretendia mexer com o destino de R$ 3 milhões, entre recursos do Orçamento de 2007 e verbas de convênios com o governo do Estado, ser adiado para a semana que vem. A reduzida oposição, formada pelos petistas Gilson Pelizaro e Silas Cuba, mais uma vez fez barulho. O problema da proposta era a dificuldade em entendê-la. “Desafio qualquer vereador a explicar”, disse Pelizaro, que ainda acusou o projeto de “vago”, pouco antes de pedir o adiamento. Embora já negociasse a aprovação do projeto com vereadores da base aliada, Jepy Pereira (PSDB), o líder do governo, tentou explicar a proposta. Baseou-se na genérica justificativa de que o dinheiro era proveniente de convênios, mas não convenceu nem mesmo a um dos principais vereadores da situação, o pedetista Luiz Carlos Fernandes. Luiz Carlos parece ter dado o primeiro passo para evitar a constante aprovação de projetos em regime de urgência, tão freqüente na Câmara Municipal. “Não voto mais nenhum projeto sobre o qual não tenho certezas”, disse. A declaração tirou o ânimo de Jepy. Ele teve de assistir quieto ao adiamento, que ocorreu por unanimidade. O tucano lamentou a decisão e cogitou a hipótese da perda dos convênios, mesmo que o prazo para a assinatura das parcerias só vença em 28 de fevereiro. “Eu estava querendo uma folga. De 13 a 28, serão duas semanas. Fico preocupado que não dê tempo”, disse. MÉDICOS Em uma espécie de audiência pública promovida durante recesso da reunião de ontem, o conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina da São Paulo) em Franca e presidente do Sindicato dos Médicos de Franca, Marco Aurélio Piacesi, criticou as ações da direção da Santa Casa. O diretor clínico do hospital, Marcelo de Paula Lima, e o médico Francisco Tozzi, membro do corpo clínico, se limitaram a defender a instituição com informações da própria administração.

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