Represa do Castelinho invade avenida


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A forte chuva que atingiu a cidade na tarde de ontem fez a represa do Castelinho transbordar e a água alagar a Avenida Miguel Sábio de Mello. A cena assustou e, em alguns momentos, muitos pensaram que a represa tivesse se rompido. A água não parava de descer pela via. No interior do clube, parque infantil, quadras de esportes e jardins ficaram inundados. A imagem parecia de um rio transbordado. Com represa tão cheia, a situação na confluência dos Córregos Cubatão e Bagres, próximo ao posto Galo Branco, ficou ainda mais complicada. O assoreamento (acúmulo de areia) na represa do Castelinho faz com que o problema fique ainda mais grave. De acordo com o alerta da Defesa Civil feito em janeiro, a lagoa estava com somente 20% da sua capacidade original de retenção de água. Quando foi inaugurada, há 40 anos, a represa tinha profundidade média de 5 metros. Nos últimos anos, não passa de 1,5 metro em grande parte dos trechos. Segundo a diretoria do Castelinho, a cheia aconteceu porque choveu muito na cabeceira do córrego. O nível da água da represa subiu e como não há profundidade, escorreu pelo clube e pela avenida. O volume só começou a baixar por volta das 19 horas. “Foram duas horas de muita água pela avenida. Ainda não fizemos um levantamento dos prejuízos, mas foi estrondoso”, disse o presidente José Antônio Filho. Durante todo o início da noite de ontem, os diretores ficaram reunidos para decidirem o que será feito para a recuperação do local. “Pensamos em firmar uma parceria com a Prefeitura para secarmos a represa, tirarmos a terra e construir uma nova”, adiantou José Antônio. O novo presidente revelou também que pretende marcar uma reunião com o prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) e convidá-lo para verificar a situação da lagoa pessoalmente. “A lagoa é muito importante para controlar o volume de água nos córregos, mas ela perdeu essa função e precisa ser refeita”. A professora Marlene Octaviano Camilo, vizinha da represa no Prolongamento do Jardim Santa Rita, disse que essa foi a primeira vez que a água chegou a um nível tão alto. “Sempre tive medo que ela transbordasse. Toda vez que chovia pedia orientações para os bombeiros. Temo que o pior aconteça”. Marlene mora no local há três anos e diz que vizinhos já se mudaram com medo da represa estourar.

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