Torcer para que não chova. Essa é a ação mais eficaz que o prefeito de Franca, Sidnei Rocha (PSDB), propõe para o drama das chuvas na cidade. “Temos que torcer parar de chover. Tomara que o verão acabe logo para que possamos ter um pouco de tranqüilidade”, disse, em entrevista concedida ao repórter Marcos Junqueira, da rádio Difusora/Comércio da Franca.
Segundo ele, a continuidade das obras na região do posto Galo Branco, principal foco do problema em Franca, só poderão prosseguir após o final do período das chuvas. “Não podemos colocar nossas equipes naquela região, pois a chuva não permite o prosseguimento dos trabalhos, além de colocar em risco a vida dos funcionários”.
Sidnei Rocha disse também que o problema das enchentes na região da confluência dos córregos só será parcialmente resolvido após o término da segunda fase do cronograma de obras. “Estamos alargando os canais e aprofundando a calha dos córregos onde é possível, mas é preciso aumentar a vazão na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso”.
RESCALDO
No início da noite de ontem, a secretária de Obras e Serviços, Valéria Marson, ainda percorria os pontos mais afetados pelas chuvas. As primeiras estimativas dos prejuízos do novo temporal devem sair hoje.”Ainda estamos fazendo o levantamento dos locais mais problemáticos. Só depois poderemos falar em números”.
Assim como o prefeito, Valéria atribuiu o problema ao excesso de chuvas no período. “Desde outubro chove sem parar em Franca. É um volume desproporcional de água, que faz estragos por onde passa”.
Outro fator que contribui para o aumento das enchentes é a impermeabilização do solo, que ocorre devido ao surgimento de novos loteamentos na cidade. “As construções fazem com que a água, antes absorvida pelo solo, vá para as galerias pluviais e aumente o volume nos córregos”, disse Marson.
Estimativas sugerem, porém, que serão necessários aproximadamente R$ 6 milhões para resolver os problemas de enchentes na região do Galo Branco.
CANAIS
O problema de erosão nos canais dos córregos francanos se agravou ainda mais após o temporal da tarde de ontem (veja quadro nesta página). Na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, as paredes do canal desmoronaram nas proximidades da fábrica de calçados Agabê. No trecho entre a concessionária Autofranca e o posto Galo Branco, as margens foram levadas pela força das águas, enquanto nas proximidades da churrascaria Zebu a correnteza levou parte da parede do canal e agravou a erosão que existia no local, fazendo com que a pista da Avenida Doutor Hélio Palermo fosse parcialmente interditada.
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