É de assustar


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Uma rápida pancada de chuva na tarde de ontem deixou 8 pontos de alagamentos, ruas e pontes interditadas e casas alagadas
Uma rápida pancada de chuva na tarde de ontem deixou 8 pontos de alagamentos, ruas e pontes interditadas e casas alagadas
Pontos comerciais, casas e avenidas inundadas. A forte chuva que atingiu Franca ontem à tarde, assustou os moradores e deixou um rastro de destruição. Pedestres foram pegos de surpresa e motoristas enfrentaram lentidão no trânsito devido aos alagamentos na região do Galo Branco, na Avenida Doutor Hélio Palermo e na Avenida Doutor Alonso y Alonso. Um dos locais mais críticos foi a Avenida Miguel Sábio de Mello, nas proximidades do Clube Castelinho. A represa, no fundo do clube, transbordou e cobriu a via na altura da Vaccaro Componentes. Ninguém conseguiu atravessar. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram mais de 18 atendimentos, mas não houve desabamentos, quedas de árvores e registro de vítimas ou desabrigados. A chuva começou por volta das 15 horas e ganhou força durante 60 minutos. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), em uma hora choveu quase 18 milímetros, o que é considerado alto para a quantidade de tempo. Os Córregos dos Bagres e Cubatão, mais uma vez, não suportaram o volume de água. Em alguns pontos, os pilares de sustentação das encostas também cederam. Na ponte sobre a Rua Francisco Nalini (Churrascaria Zebu), a água pulava a mureta de proteção. No posto Kioske, na Avenida Doutor Hélio Palermo, frentistas e clientes ficaram impressionados com a força da água. “É impressionante o volume de água. Se continuar a chover forte na cidade e a Prefeitura não fizer nenhuma obra emergencial, o barranco vai atingir parte da rua”, disse um freqüentador do estabelecimento. Nos estacionamentos de automóveis da Avenida, comerciantes estavam revoltados e indignados por novamente sofrerem com as inundações. “Só no ano passado, a água invadiu minha loja três vezes”, disse um comerciante que pediu para não ser identificado. Guarda Municipal, Defesa Civil, Bombeiros, Polícia Militar e até mesmo a Polícia Ambiental trabalharam no mapeamento dos estragos e também na orientação dos motoristas. Na entrada da cidade e na ponte da Rodovia Cândido Portinari, funcionários da AutoVias foram colocados para melhor direcionar as pessoas que passavam pelo local. Na região do Galo Branco, uma camionete parou no meio da enchente e quase rodou. Na rotatória da AutoFranca, houve congestionamento de aproximadamente um quilômetro de extensão. Uma casa no Jardim Paulistano II foi invadida pela água que se acumulou em um terreno vizinho e na Avenida São Vicente, uma residência na propriedade do Clube Castelinho também acabou atingida. No Jardim Luiza, o córrego que divide o bairro também transbordou e a água passou por cima de uma rotatória. Devido ao lixo e à grande quantidade de entulho, a passagem na ponte ficou obstruída.

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