Mesa decide hoje punição a funcionária


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O mal contado episódio do disque-sexo deve ter novidades hoje. A Câmara decide a punição para a funcionária Anéria Oliveira Falleiros, que assumiu a autoria dos mais de 200 telefonemas feitos de ramais da Câmara para um telefone celular de Divinópolis (MG) entre janeiro e setembro de 2006. Se confirmada a punição, Anéria perderá também um aumento de 2% no salário. O mimo - destinado aos funcionários a cada dois anos de serviço público em Franca - depende da Mesa Diretora da Câmara. Anéria teria direito ao aumento em 60 dias, mas, se for punida pelas ligações, perde o direito à benesse. Para fazer jus à gratificação, a funcionária precisaria passar por uma espécie de exame que analisa pontos como assiduidade, cumprimento de metas e processos disciplinares. Entre as punições que podem evitar o aumento estão advertência verbal ou escrita, multa e suspensão. O diretor-geral da Câmara, Waldir Paludeto, confirmou um encontro hoje para decidir a punição à funcionária e prometeu providências. “Será dada uma resposta à sociedade”, disse. Marcelo Valim (PSDB), vice-presidente da Câmara, afirmou “ser favorável a que se tome uma atitude”. “Fez coisa errada, tem de ser punida. Sou favorável à punição para servir de exemplo”. Já o líder do governo na Câmara, Jepy Pereira (PSDB), acredita que a funcionária mentiu durante a apuração do episódio. “Mais de 200 ligações para o mesmo número. Quem não vai saber que tinha feito?”. O tucano fala em “lama” sobre o nome dos vereadores e também pede punição exemplar. “Eu entendo que o que ela fez foi muito grave. Essa mulher colocou o nosso nome na lama e tem de ser punida exemplarmente”, disse. HISTÓRIA Há duas semanas, a funcionária, que antes negava até mesmo conhecer alguém em Divinópolis, mudou sua versão repentinamente. Admitiu a autoria das chamadas, negou que elas tivessem sido feitas para o telefone de uma garota de programa, como vinha sendo comentado abertamente nos bastidores da Câmara, e se comprometeu a devolver aos cofres públicos os R$ 960 gastos com as chamadas. Desde então, as investigações sobre o caso foram interrompidas.

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