Sidnei teme ‘queimar o filme’ indo a reunião


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O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não vai participar da caravana dos prefeitos do Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), marcada para as 10 horas de hoje, ao Palácio dos Bandeirantes para pressionar o governador José Serra, de seu partido, a liberar recursos para a Santa Casa, que ameaça cortar atendimentos se não receber um repasse extra de R$ 800 mil/mês. Ao invés disso, o tucano preferiu marcar uma audiência com o secretário estadual de Saúde, Luiz Roberto Barata Barradas, às 11 horas, com o mesmo objetivo. "Eu não vou acampar no Palácio ou invadi-lo para pressionar o governador. Ele se comprometeu a ajudar as Santas Casas, mas está no poder há apenas 30 dias". Rocha confessou estar com medo de "queimar o filme" com Serra. "Sou prefeito da maior cidade da região e não cometerei essa irresponsabilidade. Marquei com o Barradas, que é lá que o problema será resolvido", disse. "Essa é uma forma de pressão que o governador não vai aprovar e vai queimar". O prefeito de Santo Antônio da Alegria, João Batista Lima, que preside o Comam, não foi encontrado para comentar o recuo de Rocha. ALENTO Enquanto no âmbito político a coisa não se resolve, a Santa Casa comemorou, ontem, o fechamento de três convênios particulares com CDL (Clube dos Dirigentes Lojistas) da Cidade Nova, com a Assescofran (Associação dos Escritórios Contábeis de Franca) e ainda com o Sindicato Rural. "Serão mais de seis mil novos conveniados para nossa clínica de especialidades. Serão recursos importantes", disse a assessora de imprensa do hospital, Jacinta Sad, que não revelou o quanto, em dinheiro, os convênios representarão. PROTESTO Em contrapartida, a diretoria da Santa Casa deverá ser alvo de protestos por parte de um grupo de médicos na sessão da Câmara Municipal, na tarde de hoje. O motivo será o episódio ocorrido no dia 24, quando quatro médicos foram impedidos de entrar no hospital para uma palestra. "Fizemos uma carta aberta à população no Comércio de domingo e pedimos o uso da tribuna amanhã (hoje) para levar nossa indignação. Além disso, levaremos alguns documentos aos vereadores", disse Marco Aurélio Piacesi, presidente do Sindicato dos Médicos de Franca.

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