A entrada de veículos e pessoas na usina Luiz Carlos Barreto de Carvalho, mais conhecida por Estreito, é controlada 24 horas por dia por um vigia armado. Somente após fornecer a identidade e dizer o que pretende no local é que o visitante recebe permissão para passar pela cancela.
Esses cuidados não evitaram a ação dos assaltantes. A polícia acredita que tenham chegado a pé e entrado na vila após contar cercas de arame existentes nos fundos. O gerente foi proibido pelo banco de gravar entrevistas, mas o filho dele contou detalhes ao Comércio. Confira.
Comércio - Como foram os momentos sob o domínio dos bandidos?
Vítima - Terrível. Eles ficaram andando pela casa a noite inteira segurando armas. Falaram para a gente ficar sossegados e não dar trabalho. Se revezaram durante a madrugada. Enquanto um nos vigiava, os outros cochilavam. Eles tomaram água e fumaram durante toda a noite.
Comércio - Chegaram a ameaçar vocês de morte?
Vítima - Não ameaçaram diretamente, mas disseram que se meu pai não contribuísse com eles, a coisa não ficaria boa para nós
Comércio - Você chegou a pensar que fosse morrer?
Vítima - A todo o momento pensei no pior. Passei medo a noite inteira
Comércio - Como eles deixaram a casa?
Vítima - Saíram com meu pai em nosso carro e voltaram logo depois. Levaram a gente para o quarto e nos amarraram com fitas. Foram embora com o carro da minha mãe e disseram para não chamarmos a polícia, senão voltariam.
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