Em uma ação ousada e planejada com antecedência, bandidos invadiram a casa de um bancário e mantiveram ele e a família como reféns por dez horas. Enquanto a mulher e os filhos ficavam sob a mira de um revólver, os assaltantes levaram a vítima até o banco e a obrigaram a abrir o cofre. Roubaram cerca de R$ 60 mil e fugiram sem deixar pistas.
O roubo aconteceu em um posto do Banespa situado na Vila do Estreito, em Pedregulho, local de acesso restrito sob o controle da Usina de Furnas.
A história começou no domingo, às 22 horas. O coordenador do posto bancário, RBB, 42, a mulher e três filhos de 19, 15 e 7 anos estavam em casa assistindo a televisão. A porta encontrava-se aberta. De repente, três homens armados e encapuzados invadiram a sala e anunciaram o assalto.
"Eles entraram me chamando pelo nome e perguntaram pelo meu pai, que encontrava-se nos fundos. Queriam que ele fosse até o banco para abrir o cofre", contou o filho mais velho da vítima.
O bancário disse aos assaltantes que era impossível atender ao pedido naquele momento, pois a abertura era programada pela central e só poderia ser feita na manhã seguinte.
Firmes no propósito de roubar, os bandidos resolveram permanecer na casa até o dia amanhecer. Mantiveram as vítimas sob a mira de um revólver e exigiram que não ficassem circulando pela casa.
"Colocaram a gente em um quarto e não queriam que ficássemos conversando. Tínhamos que avisar quando fosse ao banheiro. Eles ficavam no corredor nos vigiando, sempre segurando um revólver", contou a filha da vítima. Apenas a criança conseguiu dormir durante a noite.
Os bandidos tomaram água na casa e não chegaram a ameaçar os reféns. Um dos marginais saiu durante a noite supostamente para conversar com um comparsa em local incerto. Às 7h55, dois assaltantes saíram com o bancário no carro dele e foram para o banco, enquanto um marginal ficou cuidando da família. A vida dos familiares estava condicionada ao sucesso do plano.
No banco, pegaram todo o dinheiro disponível, a arma de um segurança e retornaram para a casa da vítima. Amarraram todos com fitas adesivas em um quarto e fugiram em um Celta prata da mulher do gerente.
Abandonaram o carro logo depois, entraram em um Santana preto e seguiram em direção a Franca, segundo informações da polícia. As autoridades investigam o caso, mas ainda não conseguiram localizar nenhum dos assaltantes.
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