A cidade de Patrocínio Paulista acordou na manhã deste domingo com o registro de um crime bárbaro. O servidor da prefeitura Sebastião Ferreira do Nascimento, 56, morador do Bairro Santa Cruz, foi encontrado morto, com o pescoço degolado e perfurações de faca nas costas dentro de sua casa, na Rua Itirapuã.
O autor do crime foi um adolescente de 17 anos, que confessou. "Matei por que ele queria me bater e roubei pois precisava de dinheiro".
O corpo foi encontrado às 8h30 de domingo, quando Denise Ferreira Nascimento, 64, irmã de Sebastião, foi até a residência dele para uma visita. Após chamar várias vezes, notou a porta entreaberta e entrou na casa. "Vi marcas de sangue no chão, fui no quarto e encontrei meu irmão caído. Foi terrível. O bandido cortou o pescoço dele", disse, ainda em desespero, a dona de casa.
No imóvel simples de três cômodos havia marcas de sangue por todos os lados. Sebastião foi golpeado na cozinha, mas teve o corpo arrastado para o quarto. Segundo a polícia, antes de fugir, o assassino tentou lavar a casa, mas não impediu que a polícia encontrasse pistas, em especial marcas de pés no assoalho tingidos com sangue da vítima.
O delegado Manir Martos Salomão disse que o servidor foi morto com facadas de uma faca de caça no pescoço e nas costas. "Ha sinais evidentes. Ele foi morto com a própria faca. Apreendemos também uma barra de ferro cheia de sangue, vamos apurar se ela foi usada contra o Sebastião".
A polícia descobriu que o bandido levou do local do crime dois objetos: um aparelho de TV e o relógio de pulso da vítima.
Seis horas depois do fato, a polícia conseguiu chegar até o criminoso, um adolescente de 17 anos, morador do Bairro Santa Cruz. "Ele conhecia bem a vítima, pois chegou a namorar com a ex-enteada de Sebastião", disse o delegado.
Em depoimento, o menor disse que matou porque o servidor teria lhe agredido. "Estava conversando numa boa. Falei de outras mulheres e ele apelou. Quando me empurrou, peguei a faca dele na mesa e acertei sua garganta. Mesmo machucado, pegou a barra de ferro pra me acertar. Ai dei mais duas facadas nele. Vi que estava morto e peguei seu relógio e a TV. Eu estava precisando de dinheiro", disse o menor. Segundo declarações do acusado, ele vendeu a TV por R$ 100. "O dinheiro eu gastei nos bares tomando cerveja".
O adolescente foi detido dentro de sua casa pelos investigadores Júlio e Vital, auxiliados pelos policiais militares Alcino e Antônio Elias. O jovem está preso na cadeia de Itirapuã até o dia de sua audiência no Fórum, marcada para 7 de fevereiro.
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