Gislaine Rodrigues quer realizar o sonho de conhecer o pai. Filha de mãe solteira, a operadora de telemarketing nunca encontrou Alan Kardec de Oliveira. A mãe dela, Cleusa Maria Rodrigues, 58, diz que quando engravidou o namorado negou ser pai da criança. "Ela ficou muito chateada e avisou que ele nem conheceria o bebê. Foi o que aconteceu. Já fiquei sem conversar com minha mãe por causa dessa história. Desde pequena, tenho vontade de vê-lo. Sempre fico muito triste e choro demais no Natal e Dia dos Pais", disse Gislaine, que deve completar 30 anos em 2007.
Quando nasceu, os pais moravam em Ribeirão Preto e trabalhavam no Hospital São Francisco. A filha não sabe se Alan Kardec continua no mesmo emprego, qual a profissão nem com quantos anos está. "Hoje minha mãe tem 58 anos. Meu pai é mais novo que ela. Minha mãe não sabe direito a função dele. Já disse que foi motorista, recepcionista."
Antes de se casar e mudar para Franca, Gislaine tentou localizá-lo. "Já procurei no hospital e em listas telefônicas, mas não tive sorte." Em Ribeirão, a operadora de telemarketing também "caçou" o pai pelas ruas. Como sua mãe sempre lhe disse que era a cara dele, parava pessoas para saber se se chamavam Alan Kardec. "Às vezes, cruzava com alguém que achava que tinha os traços parecidos com os meus e perguntava o nome. Encontrei um Alan Kardec, que era bancário, mas, infelizmente, não era meu pai. Ele tinha a minha idade. Era impossível ser meu pai, né?".
O pai pode tê-la procurado. "Mas dificilmente me encontrará. Minha mãe disse que colocaria na criança o nome de Patrícia. Ela mudou depois para Gislaine e ele não ficou sabendo."
A jovem tem esperança de realizar seu sonho. Depois de ler reportagem de histórias parecidas com a sua no jornal, decidiu pedir ajuda ao Comércio da Franca para achar Alan Kardec. "Tenho medo de desestruturar a família dele, pois ele pode estar com outra mulher e ter outros filhos, mas é um sonho que tenho. Nem sei qual será minha reação quando encontrá-lo."
Gislaine é casada, mãe de dois filhos e mora no Jardim Paulistano II, em Franca. Sua mãe mora em Aramina e não tem objeções ao interesse da filha procurar pelo ex-namorado. Informações podem ser feitas pelo telefone (16) 9966-0364 ou (16) 3713-8858.
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