Calçadas esburacadas viram o novo pesadelo dos francanos


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De mãos dadas com o primo Everton, a pequena Melissa salta em buraco de calçada na Avenida Chico Júlio. Chuvas e árvores com raízes expostas ajudaram a provocar os estragos
De mãos dadas com o primo Everton, a pequena Melissa salta em buraco de calçada na Avenida Chico Júlio. Chuvas e árvores com raízes expostas ajudaram a provocar os estragos
Percorrer a pé um trajeto diário de dez quilômetros não tem sido tarefa fácil para os vendedores Flávio Evangelista, 36, e Tatiana Evangelista, 14. Todos os dias, pai e filha têm uma missão: sair de porta em porta vendendo brinquedos artesanais. Os tropeços no percurso não ficam restritos às negativas de compras ao produto. Por conta dos estragos nas calçadas, eles podem acontecer de verdade. “Para não cair, ando mais nas ruas que nas calçadas”, disse Flávio. A situação das calçadas se agravou nos últimos quatro meses graças às constantes chuvas que têm caído na cidade. A Prefeitura ainda não fez um levantamento atual de quantas estão quebradas e até mesmo tomadas por matos, mas já colocou os fiscais de obras em alerta para intimar proprietários. Para se ter uma idéia do tamanho do problema, a cada ano cerca de 270 donos de imóveis são notificados a reformar calçadas. “Neste ano, acredito que esse número deverá ser bem maior devido às chuvas”, disse Air Fontanesi, chefe de fiscalização. Quando o imóvel é privado, o dono tem um prazo de até 15 dias após a notificação para o conserto. Caso não resolva o problema, a multa aplicada pode ultrapassar R$ 220. Quando a calçada estiver em praças ou prédios municipais, a responsabilidade é da Prefeitura. “Nós acionamos a Secretaria de Obras para fazer os serviços”, informou Air. A partir de março, a Prefeitura colocará os fiscais especificamente por conta desse tipo de fiscalização, mas isso não significa que até lá as calçadas podem ficar destruídas. “Se houver reclamações ou se nossos fiscais constatarem os problemas, a notificação acontece”, disse Fontanesi. Em que pese o trabalho feito pelos fiscais, muitas calçadas de responsabilidade do próprio município estão intransitáveis. Uma delas fica no entorno da Secretaria de Saúde, na Avenida Chico Júlio, onde as raízes das árvores destruíram a passagem de pedestres. Na mesma avenida, próximo ao ponto de ônibus do Parque “Fernando Costa”, a situação é parecida. É neste local que Everton Brites, 16, e sua prima Melissa Moura, 8, passam diariamente. “Se não prestar atenção, acabo caindo”, disse a garota.

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