Vala onde Pedro caiu continua aberta


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Ao fundo, vala onde Pedro Maia caiu. Na frente, os tubos por onde passam as águas que vêm da rodovia e que levaram o corpo do garoto
Ao fundo, vala onde Pedro Maia caiu. Na frente, os tubos por onde passam as águas que vêm da rodovia e que levaram o corpo do garoto
Seis dias após Pedro Augusto Resende Maia, 14, ter caído em uma vala que escoa água e ser arrastado pelo Córrego dos Bagres, nenhuma providência foi tomada no sentido de evitar que novas tragédias aconteçam. O garoto foi tragado pelas águas da chuva na tarde de quinta-feira, 1º de fevereiro, e caiu em uma espécie de bueiro cujo os canos deságuam no córrego. Ele foi arrastado por cerca de três quilômetros e morreu afogado. O local onde aconteceu o acidente é uma enorme vala e não possui nenhum tipo de barreira de segurança, nem mesmo uma placa alertando para o perigo da área. Após a morte de Pedro, vários leitores do Comércio se manifestaram através de e-mails. “Será que ninguém vai tapar aquele buraco? Agora já aconteceu, mas bem que poderiam evitar outras tragédias”, disse um dos leitores. Procurado, o secretário de Planejamento Urbano da Prefeitura, Wilson Teixeira, alegou que a área onde Pedro caiu é de responsabilidade da Concessionária Autovias. Já Fernando Bueno, assessor de imprensa da Autovias, disse que vai verificar com o setor de engenharia se há projetos para proteger o “bueiro”. Por enquanto, não há nada definido. “Hoje (ontem), parte do corpo técnico e a diretoria da concessionária estavam em reuniões fora da empresa. Nesta terça-feira terei encontro com eles e este assunto estará na pauta principal”, disse Bueno. Wilson Teixeira, que também é engenheiro, acredita que o caso de Pedro foi uma fatalidade. Ao avaliar as condições do local, Wilson disse que a vala está no lugar certo e realmente tem que existir para escoar a água que vem da rodovia. Na opinião dele, pelo volume de água que comporta, a vala poderia ser até maior. “Ela tem menos de 70 centímetros de altura. Quando fiquei sabendo do que aconteceu, quase não acreditei. A chuva devia estar muito forte no momento”. O engenheiro explicou ainda que Pedro foi sugado por um cano de 60 centímetros de diâmetro. “É muito pequeno. Um adulto não passaria ali”. Para Wilson, a única solução seria fechar a vala com grades de ferros. “Ali tem que passar apenas água. Estive no local e vi até madeiras que foram levadas para o buraco por não ter proteção”, completa.

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