Tristeza e emoção marcam enterro de Pedro


| Tempo de leitura: 2 min
Centenas de pessoas rezam ao lado do caixão e alunos da escolinha de futebol se abraçam em homenagem ao amigo
Centenas de pessoas rezam ao lado do caixão e alunos da escolinha de futebol se abraçam em homenagem ao amigo
Emoção e muita tristeza marcaram o enterro do estudante Pedro Augusto Resende Maia, 14, que morreu após ser arrastado pelas águas do Córrego dos Bagres. Na manhã de ontem, familiares, amigos e autoridades acompanharam o sepultamento no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras. Alunos da escolinha de futebol, na qual o garoto treinava, rezaram o Pai Nosso, como fazem antes das partidas e cantaram em forma de coro o nome de Pedro, um dos momentos mais emocionantes, finalizado com uma salva de palmas. O garoto foi velado na Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, no Jardim Aeroporto. Segundo a funerária Tedesco, aproximadamente 1800 pessoas passaram pelo local. O corpo chegou ao cemitério às 9h52, em uma urna branca. Em uma tenda rodeada de coroas de flores, dezenas de pessoas já aguardavam para dar o último adeus ao jovem estudante. Vizinhos, vereadores e amigos dos familiares marcaram presença no enterro que durou aproximadamente 30 minutos. Tarcísio e Vera, pais de Pedro, foram os últimos a deixar o cemitério. O casal estava inconformado com a morte do único filho. Crianças da escolinha de futebol da Associação Atlética Francana, time em que Pedro Maia treinava, foram ao enterro para prestar homenagens ao colega. “Nos jogávamos juntos. O Pedro era muito bom de bola. O sonho dele era ser um grande jogador”, disse Guilherme Faria, 14 anos. Mauro Correia, o “Maurinho”, técnico do juvenil da francana, estava muito emocionado e não conseguia sequer falar sobre seu jogador. “É difícil... Lamentável. Ele era muito bom”, disse chorando. Os vereadores Nirley de Souza e Silas Cubas também acompanharam o cortejo. Amigos da família, eles se solidarizaram com a tragédia. “No ano de 2000, perdi um filho com 22 anos. Sei como é a dor. O Tarcísio tem que ter muita força”, disse Nirley. Vizinho do garoto e professor assim como a mãe de Pedro, Silas Cubas também se emocionou. “ Ele era tão jovem. Sua mãe o amava muito. As poucas vezes em que conversamos, ela sempre falava do garoto”. Após as orações, as crianças do time de futebol em coro cantavam “Dá-lhe . O dá-lhe Pedro. Com muito orgulho. Com muito amor”. Um momento em que todos aplaudiram, enquanto o caixão descia a sepultura. Pedro Maia era torcedor e jogava no time juvenil da Francana. Durante a tarde de ontem, na cidade de Santa Barbara D’ Oeste (SP), antes da partida de futebol entre a Francana e o time da casa, foi respeitado um minuto de silêncio em sua homenagem.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários