Champagnat e ‘Fernando Costa’ ganham proteção com arames


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Muros do Parque ‘Fernando Costa’ com proteção de arame: imagem lembra presídio
Muros do Parque ‘Fernando Costa’ com proteção de arame: imagem lembra presídio
O aspecto de alguns prédios tradicionais de Franca está mudando. Com a intenção de aumentar a segurança, a Prefeitura instalou espirais cortantes de arame nos muros do Complexo do Champagnat e no Parque de Exposições ‘Fernando Costa’, onde aproximadamente 300 metros de muros também foram recuperados. Mais seguros, os prédios ganharam também visual menos receptivo, parecido com o de presídios. A medida foi tomada primeiro no Champagnat. Nesta semana, cerca de um quilômetro de arame foi instalado no ‘Fernando Costa’, também com o objetivo de tentar evitar a ação de vândalos. "Nós fizemos lá (no Parque) porque o resultado do Champagnat foi bom", disse Odair Tristão, secretário de Governo e responsável pela administração do Parque. Tristão conta que as ocorrências de invasão do principal espaço de exposições e um dos principais locais para caminhada da cidade eram freqüentes. "Havia, pelo menos uma vez por mês, furto de fiação elétrica e de equipamentos. Travestis pulavam o muro, estragavam as baias e usavam as instalações de maneira imprópria". O secretário afirma que a melhor medida para cuidar da segurança dos espaços municipais é recorrer à Guarda Civil, mas, "como a guarda não tem condições de fazer a segurança de todos os lugares ao mesmo tempo", a instalação da armação de arame é uma alternativa. O auxílio de um monitoramento eletrônico no Parque ‘Fernando Costa’ deve ocorrer ainda este ano. "Estamos fazendo um levantamento técnico e de custos. As filmagens, aí, sim, seriam alvo de um monitoramento da Guarda Civil, que poderia agir de maneira mais rápida em caso de ocorrência". "FEIO, MAS EFICIENTE" Odair Tristão não se importou com o novo aspecto adquirido pelo Parque ‘Fernando Costa’. O secretário admitiu que o visual ficou feio, mas disse que a medida vai resolver o problema de segurança. "Prefiro a feiura com eficiência do que a boniteza sem". Tristão criticou ainda a falta de consciência de preservação da população. "Se nós tivéssemos uma consciência de preservação, não precisava nem ter cadeado no portão", disse.

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