"Eu estava sendo massacrado". Assim o prefeito Sidnei Rocha disse se sentir em relação aos inúmeros problemas que cada secretário apresentava diariamente. Segundo ele, essa situação criava um clima pesado entre ele e seus auxiliares. "Estava havendo um desgaste. Todo dia era `olha isso`, `faz aquilo`.
Agora, via assessores, faço uma reunião por dia com o encarregado da área, oriento e pronto", disse.
Para Rocha, não haverá grandes mudanças no sistema, já que a intermediação acontecia, mas de maneira ineficiente. "Na verdade, o procedimento não é uma novidade. Tudo passava pela divisão de Expediente e Registro, mas começou a sobrecarregar. É simples: onde tinha um que intermediava, agora tem dois. E isso vai agilizar as decisões".
A intenção do tucano é diminuir, drasticamente, o contato direto com os secretários para tentar ganhar tempo e dar atenção a outras áreas da administração. "Eu preciso criar, pensar. Estava massacrado com uma montanha de papéis e várias ligações telefônicas. Era uma sobrecarga brutal", disse. "Agora, dará para eliminar cinco ou até mais ligações por dia”.
A Divisão de Comunicação Social da Prefeitura informou que, além das oito secretarias, outros órgãos municipais também passaram a ter o contato com o prefeito limitado pelos assessores evitar a perda de tempo.
Segundo o chefe do setor, Marcelo Facuri, os chefes João Marcos Rodrigues, da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca); Vanderlei Tristão, da Prohab (Habitação Popular de Franca) e Reginaldo Emídio, da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), todos com status de secretário, estão sujeitos ao mesmo procedimento destinado aos demais.
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