Repórter do Comércio presencia tragédia


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Foi horrível. A cena mais impressionante que já presenciei. Às 15h15 de ontem, fui acionada para cobrir a forte chuva que caía na cidade. Eu e o fotógrafo Duzzek Alves saímos à procura de declarações de pessoas presas em trânsito ou paradas em algum lugar por conta da chuva. Fomos direto ao Posto Galo Branco, onde as inundações são freqüentes. Chovia muito. Foi a primeira vez que cobri uma matéria sobre chuva. Ao chegar, saí do carro e fui ao encontro de um casal que estava se escondendo do temporal. Duzzek ficou no carro. Continuei minha entrevista. Após 2 minutos, vi um vulto passar por uma vala que levava águas das chuvas ao Córrego dos Bagres. Neste momento, abalada pela imagem, comecei a tremer, suar, gritar e, imediatamente, correr. Era um corpo. Comecei a pedir por socorro e corri ao encontro da vala, mas foi inútil. Não existe grade ou sequer proteção neste local. Nessa hora, não pensei em outra coisa a não ser capturá-lo antes dele cair no córrego. Mas chovia e a água transbordava. Nesse instante, com otimismo e muita esperança, tentei não acreditar no que tinha visto. Não se passou nenhum minuto e presenciei o pequeno Darrie, totalmente abalado e desesperado, me pedindo ajuda e dizendo que seu colega tinha caído na água naquela hora. Veio então a certeza do que havia ocorrido. Fiquei chocada e também desesperada ao ver aquela água toda indo embora e, possivelmente, levando o garoto. Pedi socorro e acionaram o Corpo de Bombeiros. Pedro Augusto Resende Maia, 14, foi visto pela última vez ontem, às 15h45. Mais uma vítima que dá exemplo da falta de segurança que existe naquele local. Tenho fé e creio que ainda exista esperança de encontrá-lo.

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