Uma instituição participativa, opinativa, clara e atenta aos anseios da comunidade. Em visita ao Comércio na tarde de ontem, o novo presidente da 13ª Sub-Secção da Ordem dos Advogados do Brasil, regional de Franca, Mansur Jorge Said Filho, apresentou seus principais objetivos e prometeu uma gestão aberta e moderna, capaz de interagir com outras instituições e que respeite e apóie as liberdades de imprensa e expressão.
Recebido pelo diretor-responsável do jornal, Corrêa Neves Júnior, e pelo gestor de Relações Corporativas, Luiz Neto, Said Filho, acompanhado dos dirigentes Ivan Cunha (vice-presidente), Albino César (secretário-adjunto) e Lavínia Batista (primeira-secretária), comemorou os números recordes obtidos pela Assistência Judiciária da OAB local em janeiro deste ano: 1200 atendimentos ante a média habitual de 800.
“O número recorde do mês de janeiro é o resultado de algumas estratégias de divulgação que nós lançamos, destinadas a aproximar pessoas sem recursos a advogados pagos pelo Estado, portanto, sem despesas para o cidadão”, disse Mansur Filho.
A demanda total de Franca para serviços desta natureza chega a 2 mil pretendentes por mês. “À OAB cabe o maior percentual deste contingente e a entidade disponibiliza grupo de experientes advogados para o acompanhamento das causas”, lembrou o vice-presidente Ivan Cunha, que integrou o grupo de diretores presentes no Café do Comércio.
Em uma visita de aproximadamente duas horas, onde puderam conhecer a redação e conversar com repórteres e editores, os dirigentes da entidade destacaram ainda que, nos próximos meses, será reiniciado o programa “OAB vai à Escola” que, ano passado, ministrou aulas de cidadania a 3 mil alunos.
NOVOS TEMPOS
O presidente Mansur Jorge Said Filho foi enfático sobre a maneira como pretende conduzir a regional de uma das mais expressivas entidades brasileiras: “Queremos uma OAB aberta, que se posiciona e interage com a sociedade”.
Mansur Filho disse que a entidade devia ter agido com mais clareza no caso da advogada Adriana Tellini Pedro, acusada de envolvimento com bandidos do PCC (Primeiro Comando da Capital).
O processo permaneceu sete meses engavetado na OAB-Franca e só andou após denúncia do Comércio, que obteve cópia das fitas gravadas com autorização judicial que revelam as ligações da advogada com bandidos. “Detalhes sobre o processo são sigilosos e geridos pela Comissão de Ética da OAB. Isso não deveria ter impedido, no entanto, que a entidade se manifestasse sobre casos do dia-a-dia do exercício profissional, garantindo informação adequada aos meios de comunicação e, através deles, à clientela da advogada e à população”, disse ele. “Nosso objetivo é trabalhar de forma aberta, nos posicionando sobre as principais polêmicas. E sempre respeitando a liberdade de imprensa”.
Para o advogado Albino César, é hora de resgatar a OAB. “O que queremos agora, na gestão de Mansur Filho, é devolver à entidade a sua condição de organização de cidadania, presente em todos os momentos importantes da vida da comunidade que nos cerca, e isso passa por uma respeitosa convivência com os meios de comunicação”.
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