Santa Casa corta 810 atendimentos


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Tapume fecha entrada da Santa Casa, na tarde de ontem: crise intensa entre hospitais e prefeituras
Tapume fecha entrada da Santa Casa, na tarde de ontem: crise intensa entre hospitais e prefeituras
A Santa Casa, desta vez, cumpriu as ameaças e cortou atendimentos para 16 cidades da região pertencentes à DIR-13, inclusive Franca. Somente seis municípios ficaram livres da “degola”. A iniciativa, determinada pelo Ministério Público por causa da crise financeira da instituição, é grave: somente ontem, 810 procedimentos, entre exames e sessões de fisioterapia, deixaram de ser realizados para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Os prefeitos e representantes das 22 cidades atendidas pela instituição, após reunião de emergência no Comam (Consórcio dos Municípios da Alta Mogiana), decidiram que, na terça-feira, rumarão em caravana para São Paulo para pedir recursos ao governo do Estado. A primeira atitude da Santa Casa, ontem, foi retirar do Pronto-Socorro “Dr. Janjão” seus 16 funcionários responsáveis pela radiologia do PS. Sem técnicos, a unidade ficou sem condições de realizar pelo menos 180 exames de raio-x. Em seguida, foram suspensos os tratamentos, principalmente fisioterápicos, na clínica de reabilitação que funciona no complexo do Hospital do Coração, o que atingiu diretamente 630 pacientes, 90% deles de Franca. Segundo a direção da Santa Casa, os atendimentos de urgência e emergência (quando o paciente corre risco de morte) não foram prejudicados. O superintendente do hospital, Fernando Bueno, disse que com a iniciativa dos prefeitos de irem a São Paulo, os cortes ficarão, temporariamente, suspensos. “Amanhã (hoje) voltaremos a atender. Mas o prazo-limite para uma solução definitiva é a próxima sexta-feira, dia nove”, disse. O promotor de Justiça e curador da fundação, Décio Piola, analisou os cortes como “normais” e “dentro da legislação”. “O atendimento ambulatorial é obrigação das instâncias de governo, seja nas esferas federal, estadual ou municipal. Então, ou eles pagam ou assumem”. Com os cortes de ontem, a Santa Casa economizou aproximadamente R$ 11,6 mil, pouco mais de um terço do déficit diário da fundação, que gira em torno de R$ 30 mil. A dívida total da Santa Casa é superior a R$ 22 milhões. FORA DE CORTE Somente seis municípios estão, por ora, livres de cortes. A direção da Santa Casa informou que os pacientes vindos de Sales Oliveira, Nuporanga, Cristais Paulista, São José da Bela Vista, Restinga e Rifaina são atendidos normalmente. “Os prefeitos dessas cidades ainda não assinaram contrato, mas mostraram vontade de negociar e discutiram o assunto, enfim, tiveram interesse”, disse o promotor Décio Piola.

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