No último domingo, mais uma vez ficamos estarrecidos com o desrespeito a um de nossos maiores patrimônios: a Bandeira Nacional. Um atentado à nossa brasilidade. Desta vez fomos atacados por um cidadão norte-americano, um indivíduo que pelo aspecto, intelecto e estereótipo, certamente faz parte da família dos marsupiais fazendo jus ao seu apelido: "Gambá".
O referido cidadão, para quem não pôde ter acesso à matéria, é apresentador de um programa regional de uma pequena cidade norte-americana. Nele, o "Prêmio Nobel" em "ignobiologia" faz críticas à presença de brasileiros nos Estados Unidos, ofende o Brasil e os brasileiros, e, por fim, atira a bandeira de nosso País no chão terminando por urinar em cima dela, sem maiores pudores.
Até aí nenhuma novidade, pois, essa conduta é típica de um País que se gaba de ter invadido outro sob pretexto de levar a democracia buscando na verdade, o petróleo. O que mais assusta é a inércia do "Poder Constituído Brasileiro". Em nota à emissora que exibiu a matéria, o Ministério das Relações Exteriores preferiu não comentar o assunto.
Agora pergunto: como você sentiria se um indivíduo invadisse a sua casa e às 10h30 da noite de um domingo, urinasse sobre a mesa da sua sala, xingasse a você e sua família? Tenho a certeza, e por isso manifesto minha indignação nesse artigo, que a nossa reação, a reação de boa parte de nós, povo brasileiro, seria outra.
É hora de nós brasileiros reivindicarmos posicionamento de nossos governantes já que o que está em jogo é a imagem de nosso País. Atitudes assim não só prejudicam aos brasileiros que residem no exterior, mas, estigmatiza toda uma nação, prejudica negócios e o futuro do Brasil.
Para quem discorda, basta verificar o filme "Turistas", lembrar-se do episódio do Rio de Janeiro no desenho dos Simpsons, ou mesmo verificar o conteúdo dos livros didáticos do ensino fundamental nos Estados Unidos que dizem que a Amazônia é patrimônio internacional e não faz mais parte do mapa do Brasil. São detalhes que compõem um sistema.
Esses temas devem ser tratados como se fossem de segurança nacional, já que manipulam a opinião pública e talvez justifiquem, num futuro não muito distante, a invasão da Amazônia, já que no Brasil, um País de terceiro mundo, não sabemos como preservá-la. Por muito menos o Iraque foi invadido.
Conspirações à parte, os países desenvolvidos também têm sem problemas, inúmeros por sinal. Um exemplo é o desastre do furacão em New Orleans que escancarou mais uma vez ao mundo o preconceito americano com os negros. A diferença é como seus povos reagem a esses problemas quando eles são veiculados na mídia. A diferença está em como esses povos saem em defesa da sua nacionalidade.
Como um bom brasileiro, deixo registrados minha indignação e meu ânimo em enviar este artigo às nossas autoridades para dizer que, por mais banal que possa ter sido a repugnante atitude daquele estúpido Gambá, nós como País, devemos nos posicionar em defesa de nossa honra e brasilidade.
RODRIGO FALEIROS é advogado
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