Comerciante baleado permanece no hospital


| Tempo de leitura: 2 min
Passadas mais de 30 horas do violento assalto ao comerciante José Maurício de Oliveira, 43, que levou três tiros quando reagiu a ação do criminoso que agrediu sua filha, a polícia ainda não tem pistas do marginal. Uma equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) trabalha no caso, mas a única informação até agora são as versões da mulher e da filha, que viram o assaltante. “Zé Maurício”, como é conhecido, está internado no Hospital São Joaquim Unimed e não corre risco de morte. Como já foi divulgado pelo Comércio na edição de ontem, de forma exclusiva, a vítima foi alvejada na garagem de sua residência por um assaltante ao defender a filha, de apenas 13 anos, que foi agredida com duas coronhadas na cabeça. Os tiros atingiram o peito, pescoço e braço do comerciante. Ele foi socorrido por um vizinho, que escutou os disparos e os gritos da família. Zé Maurício chegou em casa, na Rua Francisco Marconi, 351, Jardim Aeroporto I, por volta das 23h15 acompanhado da mulher, Maria Luíza, e da filha de 13 anos. Ao abrir o portão eletrônico, foi rendido pelo bandido, que estava armado com revólver calibre 38. Durante a ação, o marginal agrediu a filha do comerciante. “Ele enfrentou o bandido e arrancou o seu capuz. O assaltante efetuou quatro tiros e três acertaram a vítima. Mesmo ferido, o comerciante ainda se atracou ao bandido. Enquanto isso a filha dele pegava o revólver do assaltante”, disse o delegado Eduardo Lopes Bonfim. A polícia orienta que as vítimas não tenham o mesmo tipo de reação durante um roubo, mas, para o delegado, esse é um tipo de situação difícil de se evitar. “Foi um gesto impensado, apesar da violência gratuita do bandido. Acho que não há pai que resista e fique sem fazer nada ao ver um filho ser agredido por um bandido”. O assaltante, que levou um soco no olho, fugiu, deixando o revólver e o capuz para trás. As peças serão periciadas. “Já estamos com uma equipe nas ruas investigando o crime. Fomos até o Pronto-Socorro, onde um homem passava por atendimento com um ferimento no olho, mas a mulher do comerciante não o reconheceu”, disse Bonfim, que estava de plantão e responde também pela DIG.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários