Anorexia econômica


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Está em pauta nas discussões da sociedade e mídia, o mundo da moda, com seus jargões, regimes e regras, ditames da estética para padrões de beleza e corpos magros, resultando na morte de seis mulheres ou meninas por anorexia nos últimos meses. Algumas medindo 1,74 e pesando 34 quilos. Outro modelo necessitando ganhar peso também está em pauta, o modelo econômico brasileiro, que promete 80 bilhões em para a engorda do PIB (Produto Interno Bruto). O modelo Brasil, no entanto, está fora da moda e jamais desfilaria entre as top models. Hoje no mundo o crescimento dos manequins de padrão brasileiro, os Brincs (Brasil, Rússia, Índia e China), ficou em torno de 6,8% para o modelo russo, 8% o indiano e 10,6% o chinês, segundo a agência Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O brasileiro, que não cresceu por inanição de investimentos, é o mais baixo, 2,7%. Outro quesito para ser bem sucedido no universo da moda são as apresentações internacionais. Nosso modelo fraqueja nesse conceito. O índice de Competitividade Global do World Economic Forum, elucida nossa capacidade de competir com as top models. Estamos na posição 66 por conta do book fotográfico conter juros altos, burocracia e informalidade, o que garante medo e temor dos agentes do mercado financeiro. Nosso país quebra o salto na passarela por onde desfila sua produção, com estradas esburacadas, aviões que não decolam e portos que estão indo por água abaixo. Também tem medo das luzes da passarela pois tem um apagão marcado para daqui dois anos. Além disso, o Brasil não sabe andar. Modelos bem sucedidos, treinam os passos equilibrando livros na cabeça, o País tupiniquim despreza a educação. Por fim a carreira do modelo brasileiro é minada pela sua apresentação, já que modelos sempre dispõem de uma ótima aparência. O Brasil por sua vez tem uma face totalmente incompatível, não fotogênica e borra a maquiagem ao exibir violência e desigualdade social. Com isso o que acaba menos interessando é a vestimenta, essencial para a moda, aqui se amarrotam os bolsos e até a cueca com dinheiro público. O Brasil ainda tem uma chance, as passarelas espanholas não aceitam mais modelos magras e em alguns casos doentes. A solução é investir nas vitrines ibéricas, podendo engordar em investimentos. Só não se pode esquecer das passarelas tradicionais, e assim ser anoréxico em juros e impostos. ALEX ARCANJOLETO é universitário e cursa Jornalismo na Unesp, campus de Bauru

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