Adair de Carvalho, diretor-administrativo do Abrigo Provisório, trabalha há seis anos na instituição. Em entrevista, comentou a importância da assistência prestada a migrantes, itinerantes (pessoas que passam de cidade em cidade em busca de emprego), moradores de rua e mulheres vitimizadas.
Comércio - Qual a importância da entidade?
Adair Carvalho - O Abrigo Provisório contribui com a diminuição de pedintes nas ruas, pois oferece refeições, passagens, pouso... Se não fosse o Abrigo Provisório da Prefeitura, os pedintes que já existem nas ruas seriam em maior número. Os moradores que virem pessoas pedindo nas portas de casas devem orientá-las a procurar o abrigo e avisar que lá tem cama, comida, roupas, calçados. Contamos com doações para fazer esse atendimento e sempre temos vestimentas e material de higiene para oferecer.
Comércio - Qual a história do abrigo? Como funciona hoje?
Carvalho - O abrigo surgiu há anos e foi iniciado pela Fundação Espírita Judas Iscariotes para ajudar moradores de rua. No começo, eram várias casas separadas. Cada usuário fazia a própria comida. Em 1993, a Prefeitura assumiu a entidade. Hoje, os 57 leitos são divididos em 33 masculinos e 24 femininos.
Temos 11 funcionários - administrador, assistente social, merendeiras, vigilantes e ajudante geral. O café-da-manhã, almoço, lanche e jantar são preparados pelas merendeiras. Os atendidos ajudam na manutenção. A Prefeitura arca com as despesas, cerca de R$ 20 mil por mês. Todos devem cumprir regras, como não beber, não portar armas brancas nem chegar depois das 22 horas.
Comércio - A casa tem capacidade de absorver toda a demanda?
Carvalho - Sim. Temos 57 leitos. Aqui no abrigo passam mais homens que mulheres. Às vezes, precisamos estender colchões no chão para acomodar todos. Mas isso é raro acontecer, pois a rotatividade é muito alta. A média de usuários é de 30 a 40 por dia.
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