"Necessitamos salvar uma vida". Assim começa a mensagem do e-mail distribuído para órgãos de imprensa da região com pedido de ajuda para o jovem André Rossi, 17, de Ribeirão Preto. Vítima de um tipo de hepatite raríssimo, conhecido pelos médicos como fulminante, o estudante do terceiro ano do Ensino Médio está internado em coma no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital das Clínicas de Ribeirão há sete dias. Ele precisa de um transplante de fígado para continuar vivo.
"Já faz uma semana que ele está esperando pela doação. Acreditamos que, se não conseguir um doador compatível até o fim desta semana, infelizmente, não resistirá", disse Fernando Belíssimo, infectologista que acompanha o caso.
A hepatite é uma doença que destrói o fígado, órgão responsável pela depuração de toxinas, produção de substâncias que incentivam a coagulação e a fabricação de proteínas do sangue. Quando o órgão deixa de funcionar, o paciente morre. André está com mais de 90% do fígado comprometido.
As causas do tipo de hepatite contraído por André ainda são desconhecidas. O rapaz apresentou sintomas dos outros tipos da patologia, como icterícia (amarelamento) na pele e nos olhos. Na quarta-feira passada, voltava para casa quando sentiu dor forte e procurou atendimento. No posto de saúde, o médico percebeu que o caso era grave e o encaminhou para o Hospital das Clínicas.
Ele entrou em coma e permanece nesse estado, dependendo de respirador. "A doença evoluiu muito rápido no organismo dele. Em cerca de três semanas, 90% do fígado foi deteriorado."
André Rossi era um jovem ativo, gostava de jogar futebol e tênis. Familiares e amigos estão muito preocupados com seu estado de saúde. "Por isso decidimos encaminhar e-mails para jornais, rádios e conhecidos e tornar público o drama do André. Esperamos sensibilizar os familiares de doadores em potencial para que autorizem a retirada do órgão", disse o professor André Gonçalves, amigo da família e ex-patrão dele. "Estamos muito abalados e desesperados. O tempo do André está se esgotando.
Pedimos para todos nos comunicarem da ocorrência de qualquer morte cerebral e que os familiares autorizem a doação se algum parente falecer. Se não tivermos resposta, ele vai morrer", disse.
Os contatos podem ser feitos pelo telefone (16) 3972-1879, (16) 9717-9562 ou (16) 3623-6770. André Rossi precisa de um fígado do tipo sangüíneo O+.
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