Lanchão foi interditado pela Justiça


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O promotor Carlos Henrique Gasparotto reafirmou ontem que o Lanchão está interditado para atividades por falta de segurança. Ele preferiu não comentar a entrevista do prefeito Sidnei Rocha. Apenas enfatizou não ser culpa do MP a atual situação. Sobre a interdição, explicou que ela foi pedida na manhã da sexta-feira passada, após reportagem do Comércio. Neste mesmo dia, recebeu um laudo da PM de Franca reiterando os problemas existentes na praça esportiva e que foram verificados um dia antes. Às pressas, a Prefeitura realizou algumas obras e a diretoria da Francana conseguiu, já à tarde, um novo laudo da polícia, imediatamente apresentado ao promotor. Este enviou ao Juiz da 3ª Vara Civil, Fábio Marcos Dias, já perto das 19 horas de sexta-feira, uma petição solicitando a liberação do estádio com capacidade reduzida somente para a estréia da Francana. Hoje, uma liminar impede novos eventos no local. Agora para liberar totalmente o estádio é necessário a complementação das obras e uma nova vistoria da polícia. O promotor recbe o laudo aprovado ou não e pode pedir o fim da interdição judicial. O problema de falta de segurança no Lanchão foi evidenciado em 2003 após uma briga entre torcedores da Francana e do Botafogo após jogo da A-2. Na oportunidade, foram apontadas várias irregularidades como inexistência de banheiros para visitantes, pedras soltas que se transformaram em arma, má conservação de caixas de energia elétrica, fiações elétricas expostas, saída de emergência com saída de tamanho insatisfatório. Desde então há uma ação civil pública tramita na Justiça. Ela exige reformas no Lanchão para adequá-lo ao exposto no Estatuto do Torcedor.

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