Astolfo Silvério
o estagiário
Bem feito! Bem feito! Bem feito! Bem feito! Bem feito! Os organizadores da 1ª edição do Prêmio Ramón Valdez de Piadas Infames quase caíram do cavalo. Não deixaram eu participar do programa de encerramento da promoção porque eu denunciei para todo mundo que, de forma arbitrária, eles não estavam aceitando piadas contra corintianos pelo simples fato de um dos jurados ser torcedor desse timinho. Não achei justo. Eles estavam mesmo sendo parciais e eu denunciei essa injustiça.
Bom, e no dia da final (no último sábado) quase deu tudo errado, porque o “Ferreirinha” (Leandro Ferreira), o único jurado que tinha a senha para acessar os resultados da votação entre as 10 primeiras colocadas, literalmente desapareceu durante o programa. Ninguém sabia onde o cara estava. Posteriormente, ele viria a alegar “tinha um compromisso urgente. Não deu para eu ir”. Bem que eu agourei, torci para eles passarem esse vexame de não terem o resultado, mas, ao fim, conseguiram contatar uma editora do Comércio que tinha acesso aos dados e aí ela revelou: em terceiro lugar ficou a piada “A loira no motel”, com 14,92 % dos votos; a segunda colocada foi “A portuguesinha”, que teve 16,42% da preferência do público; e a campeoníssima foi a piada “Coitado do João”, escolhida por 20,34% dos internautas.
O programa atrasou meia hora por conta do sumiço do Ferreirinha. Mas eu tenho que admitir: foi bem legal. A promoção que integrou jornal impresso, rádio, internet e o bom e velho correio de papel chegou ao fim em grande estilo.
Os jurados Leandro Cruz, Alessandro Macedo, Fernando Calixto, contando ainda com a participação especial da risonha Paulinha Faciroli, comandaram um programa que contou com a participação de ouvintes de toda a região, que puderam contar suas próprias piadas pelo telefone e ganhar prêmios. Mas uma regra era clara: o ouvinte não podia dizer “alô”, quando o locutor chamava, tinha que responder “tchuin-tchuin-tchunklain”, uma referência a um dos mais clássicos episódios da série mexicana Chapolin. Quem não dissesse a palavra mágica ou contasse uma piada muito sem graça, não era perdoado. O telefone era desligado na cara com muita força, sem dó.
O programa, que marcou o final do concurso em homenagem ao comediante Ramón Valdez (que interpretava o personagem Seu Madruga, no programa Chaves), ia ficando mais engraçado à medida que latas de cerveja eram esvaziadas tanto por ouvintes que ligavam quanto pelos apresentadores, o que aumentava a capacidade de dizer bobeiras grandes e de rir daquilo que por ventura não fosse tão engraçado.
Além das piadas e brincadeiras, a trilha sonora do programa especial de encerramento da promoção, transmitido pela rádio Difusora AM, contou ainda com uma trilha sonora um tanto quanto peculiar: Vai Wilson Vai, de MC Grizante; Hino à Raspada e Soraia Queimada, de Zéu Brito; Abre essas pernas, da banda das Velhas Virgens, entre outras.
Devido ao sucesso da promoção, o Se Liga já pensa na realização de mais uma edição do Prêmio Ramón Valdez, talvez ainda em 2007.
Só nesta primeira edição, mais de 960 piadas, enviadas por leitores de diversas cidades da região, concorreram aos prêmios: quatro DVDs e uma assinatura anual do Comércio da Franca, para o primeiro colocado; dois DVDs e uma assinatura semestral para o segundo; um DVD para o terceiro. José Francisco do Nascimento, Fabrício Luchesi e Odair Souza levaram, respectivamente, esses prêmios.
Tudo muito bem... Mas um mistério permanece: onde estava Ferreirinha? Qual era o seu compromisso inadiável que quase botou tudo a perder? Perguntas que não querem calar.
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