A Emdef (Empresa para o Desenvolvimento de Franca) encontrou uma maneira no mínimo inusitada de contar os buracos remendados pela Operação Tapa-Buracos. Um funcionário da empresa tem passado oito horas por dia circulando pela cidade e identificando os “alvos” das equipes. Cada “inimigo” recebe uma camada de tinta cor-de-rosa em seu perímetro, um realce difícil de ser ignorado. O controle de qualidade está deixando mais colorido e alegre o asfalto da cidade.
A contagem dos buracos nada tem a ver com o período de Carnaval que se aproxima e nem se trata de uma espécie de preparativo para a primeira Parada Gay de Franca, que a Associação GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) promoverá no dia 29 de julho. João Marcos Rodrigues, presidente da Emdef, explica o procedimento.
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“Foi uma forma que a gente encontrou para exercer um controle de eficiência do serviço das equipes e a qualidade do trabalho”, disse. O levantamento começou no início do ano e, desde então, pelo menos 1300 buracos foram “roseados”. Rodrigues garante firmemente que, de todos eles, apenas um se tornou um buraco reincidente. Ainda assim, aquele que era um “buracão” voltou com menos da metade do tamanho anterior. “Ele fica na Avenida Doutor Hélio Palermo. Era um buraco de cerca 45 cm que reabriu com cerca de 15 ou 20 cm”. Um funcionário da Emdef roda pelas ruas de Franca durante todo o dia. Além de controlar a qualidade dos remendos, o levantamento tem servido ainda para determinar o roteiro da operação para o dia seguinte. “Tem uma pessoa que anda o dia inteiro pela cidade. Depois de catalogar o buraco, ele vai com o ‘pincelzinho’ e ‘psiii, psiii, psiii’. Aí, a turma (funcionários da Operação Tapa-Buracos) recebe a programação de onde que vai ter de ir tapar”, disse, onomatopeicamente, Rodrigues.
‘VERMELHO CICLOVIA’
A tinta usada pela Emdef para o controle de qualidade, na verdade, foi originalmente usada em outra obra. Trata-se de uma tinta rodoviária aplicada na demarcação da ciclovia do Distrito Industrial, com a cor chamada “vermelho ciclovia”. “Sobraram dois baldes e o tempo (de validade) dela estava acabando, então resolvemos usar até para não desperdiçar”, disse o econômico Rodrigues.
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