Alfredo Palermo
Especial para o Comércio
Dentre as 89 cidades atingidas pela violência e imprevisibilidade das chuvas que atingiram o interior do Estado, na semana passada, Franca foi a que sofreu maiores estragos, coube-lhe assim um triste recorde, em virtude da pluviometria: foi a cidade que mais água desta região subiu no quadro estatístico, com o índice 353,8 mm, maior do que o de Araraquara, de 345,6; e o de Barretos, 300,6. A violência desse demorado temporal causou graves prejuízos de tal monta que a municipalidade foi obrigada a declarar Estado de Emergência.
Além de nossos jornais, Folha e Estadão divulgaram por vários dias os danos causados, principalmente a suspensão do serviço de águas da Sabesp, por quase uma semana. A TV de São Paulo noticiou não só esses estragos como divulgou um ato heróico de uma senhora, a sapateira Márcia Jerônima, “que salvou o filho Gabriel em um poço, sem saber nadar”, a partir de notícia e fotos exclusivas do Comércio da Franca.
Um fato muito importante é preciso registrar: tomando conhecimento da gravidade dos danos que as intensas chuvas haviam provocado, bem como a suspensão do serviço de água, o governador José Serra, acompanhado de diretores da Sabesp, esteve em Franca e pôde verificar pessoalmente o rol dos estragos, o que certamente facilitará a obtenção de recursos para atender à cobertura dos prejuízos dos setores públicos e privados.
Em sua edição de domingo/segunda-feira, o Comércio da Franca, em reportagem intitulada “Devastação”, deu notícia completa a seus leitores, com este subtítulo preciso: “Trinta minutos de fortes chuvas foram suficientes para causar estragos em toda a região”.
E pormenores sobre os danos que atingiram a zona rural e a urbana foram mencionados, salientando-se as Fazendas Santa Marcelina e Córrego das Onças e Vila Santa Terezinha, e, na zona urbana, foram atingidas as Avenidas Doutor Hélio Palermo e Doutor Alonso y Alonso, bem como o Pronto-Socorro “Doutor Janjão” e posto Galo Branco. Sublinhe-se a manchete: “Dilúvio arrasa Franca e Região”.
Felizmente, os dias de prejuízos, danos e medo vêm correndo com tranqüilidade. Na quarta-feira, o prefeito Sidnei Franco da Rocha, em entrevista à Folha, demonstrava otimismo quanto à solução rápida ao afirmar: “Creio que iremos adiantar em 24 horas. A segunda bomba foi instalada”. E em seguida, ampliava-se esse serviço. E é possível que já, hoje, a cidade toda, sob todos os aspectos, possa tranqüilizar-se, procurando as autoridades tirar destes graves desastres, lições necessárias para que o futuro não as surpreenda desprevenidas.
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