Sabesp pode sofrer punição pela falta d’água em Franca


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João Batista Comparini, engenheiro e superintendente da Sabesp: empresa pode ser processada por usuários
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O promotor de Habitação, Urbanismo e Consumidor, Carlos Henrique Gasparoto, aguarda respostas da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e da Prefeitura de Franca sobre a inundação na Estação de Captação da empresa no fim de semana passado. Danos causados às bombas responsáveis pela captação e à parte elétrica do sistema prejudicaram o fornecimento de água da cidade e da vizinha Restinga por cerca de uma semana. Sabesp e Prefeitura têm dez dias contados desde o dia 22 para responder a questionamentos do promotor. “Queremos saber todos os detalhes sobre as providências tomadas para evitar interrupção do fornecimento de água, a alternativa encontrada para abastecer a cidade depois de causado o transtorno e o que será feito para evitar que tudo isso aconteça de novo”, disse Gasparoto. O promotor prefere aguardar para falar sobre a possibilidade da abertura de uma ação civil pública, que poderia resultar no pagamento de indenizações. “É preciso analisar os esclarecimentos”. Caso seja aberta a ação e a Sabesp seja condenada, o valor pago seria revertido para um fundo estadual, gerido por um colegiado, que decidiria onde aplicar a verba. ACIDENTE Consultadas pelo Comércio, Prefeitura e Sabesp têm o mesmo discurso sobre a inundação: “Foi um acidente”. O gerente distrital da empresa em Franca, Rui Engrácia, disse que o promotor está agindo conforme suas obrigações e que a empresa está preparando um relatório minucioso para apresentar ao Ministério Público. “Vamos mostrar que a chuva, imprevisível, afetou também outros locais e provocou a interdição de pontes e rodovias, por exemplo. O que aconteceu foi uma coisa que até então era pouco provável ou até impossível”, disse Engrácia. Ele afirma que a empresa ainda não contabilizou o balanço dos estragos causados pelo temporal. Apesar de afirmar que ainda não recebeu o pedido de esclarecimentos do MP, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) deixou bem claro o que pensa sobre o assunto. “Acidente, como a palavra diz, é algo imprevisível. Achei lamentável e sacrificante para todos”, disse, em resposta enviada ao Comércio por e-mail. O tucano acredita que acontecimentos parecidos precisam ser evitados. “Em vinte anos, o sistema jamais sofreu qualquer ameaça deste tipo, mas, daqui para frente, terão que ser tomadas medidas objetivas para que o fato não se repita”.

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