Sândalo promete pagar no dia 5


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Fachada da fábrica Sândalo, na Avenida Brasil: mesmo com a produção parada, direção da empresa promete que acertos serão pagos em dia
Fachada da fábrica Sândalo, na Avenida Brasil: mesmo com a produção parada, direção da empresa promete que acertos serão pagos em dia
Os funcionários da Calçados Sândalo não ficarão sem receber salários. Mesmo após demitir 260 pessoas no dia 19 e paralisar a linha de produção, a empresa se comprometeu a manter a folha de pagamentos em dia. O salário relativo a janeiro será pago em cinco de fevereiro e as rescisões no vencimento dos avisos prévios, no dia 19. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, que se reuniu com a diretoria da Sândalo na quinta-feira, assegurou que os trabalhadores não deverão ter problemas para receber. “A empresa sempre cumpriu o que combinou conosco. Acredito que, desta vez, não será diferente”, disse. Segundo Ribeiro, a diretoria da Sândalo reafirmou, no encontro, a intenção de manter um grupo de funcionários, que terão renovados seus contratos de trabalho. “Disseram que pelo menos 40 a 50 pessoas continuarão na empresa para desenvolver amostras e até mesmo alguns pedidos”. Essas vagas são vistas com bons olhos por parte dos funcionários, que cumprem, em casa, seus avisos prévios. Um deles é o auxiliar de produção JCS, 22. Há mais de um ano na Sândalo, disse que gostaria de ficar. “Se realmente forem manter pessoas, eu queria estar no meio. Gosto da empresa e não queria que acabasse”. O pespontador LSS, 27, pensa diferente. Para ele, o importante, agora, é que a Sândalo cumpra a promessa e pague as rescisões. “Confesso que estou com medo. O pessoal da Samello não recebe há um tempão e nem tem previsão. Tomara que não aconteça isso conosco”, disse. Para Paulo Afonso, as situações são completamente distintas. “A Samello está tentando se recuperar deitada, com vários problemas. No caso da Sândalo a empresa está em pé, com salários pagos. Não tem como fazer esta comparação”, disse. SILÊNCIO O diretor da Sândalo, Carlos Brigagão, foi procurado na quarta e na sexta-feiras para falar sobre a situação da empresa e as projeções para o futuro, mas disse que o comando da empresa está “muito chateado” com algumas abordagens da mídia e que, por ora, decidiu se calar. “Tenho sócios na fábrica e quem tem sócio também tem patrão. Então, meus patrões e eu decidimos que não falaremos agora. Peço que nos dêem um tempo”, disse Brigagão, que está na fábrica desde sua fundação, em 1965.

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