Torpedo: solução para matar saudade


| Tempo de leitura: 1 min
O maranhense José Vieira
O maranhense José Vieira
O servente de pedreiro José Mauro Vieira, 22, está há quase um ano fora de casa, trabalhando em obras pelo Estado de São Paulo. Nascido e morador em Queimados (MA), a 3 mil quilômetros de Franca, casou-se jovem, aos 19 anos, e é pai de um casal de crianças, Sávio e Suzi, ambos com menos de dois anos. Para matar a saudade da mulher, o rapaz utiliza-se de um meio de comunicação moderno: os torpedos via telefone celular. “Gasto um cartão de R$ 30 para mandar as mensagens para ela, às vezes, uso até dois. É a forma que tem de encurtar a distância”, disse. Nos fins de semana, a estratégia é outra: José Mauro vai ao orelhão e liga para sua casa. “Com meus meninos tenho que falar, não tem jeito. Aí, vão mais R$ 30 por mês. Mas vale a pena, mata um pouco a saudade, né?”, disse. O pedreiro José Fernando dos Santos faz diferente: telefona a cobrar, a cada dois dias, para casa. Gasta, em média, R$ 120 por mês com as ligações. “Já mando o dinheiro que ganho quase todo para a mulher. Então, ela tem que pagar para a gente namorar de longe”, brincou. Questionado se a comunicação por cartas não seria mais romântica, ele se esquivou: “Isso é coisa do passado, não se usa mais”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários