Construtora garante: não falta trabalho


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Roberto Carlos Maia é o encarregado de obras da HM Construtora, de Barretos, responsável pelo conjunto habitacional do CDHU no Jardim Milena. Trabalha há mais de 15 anos na construção civil e garante que nunca ficou desempregado neste período. Segundo ele, esse ramo de atividade é estável: se o trabalhador for empenhado, tem colocação garantida no mercado. “A empresa busca contratar pela competência, pela vontade que o cara tem de trabalhar. Cria-se, com isso, uma relação de fidelidade e o funcionário passa a ter prioridade de contratação”, disse Maia. “Não há necessidade de arriscar com outro se já existe a confiança”. Entre uma obra e outra, o que pode levar até quatro anos, é comum que os trabalhadores tirem férias de três a quatro meses e voltem para suas cidades natais. Após o descanso, telefonam para a construtora e já marcam data para voltar. “É uma relação de fidelidade. Quando o cara é bom, sempre tem espaço conosco”. O contato inicial para a contratação de quem vem de longe, principalmente do Nordeste, é feito geralmente por carta, com o envio de currículo, ou até mesmo por telefone. “Se o cara liga dessa distância procurando emprego, disposto a vir para o Estado de São Paulo trabalhar, dificilmente vai dar problema”, disse. “Além disso, um vai indicando outro”. São duas as razões apontadas por Maia para haver tantos nordestinos entre os funcionários: primeiro, os baixos salários oferecidos naquela região do País e, também, por eles serem acostumados com o trabalho pesado. “É um povo que não tem preguiça, trabalha muito e não reclama. Dá valor no salário que ganha”, disse ele. As construtoras responsáveis por outras grandes obras na cidade, como o conjunto habitacional da Vila Santa Efigênia e do campus da Unesp, não quiseram falar sobre seus critérios de contratação.

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