Lanchão só foi liberado nos últimos minutos


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A diretoria da Francana precisou participar de uma peça trágica, como as escritas por Shakespeare, para realizar a partida deste domingo, no Estádio Lanchão. Os problemas começaram na quarta-feira, aumentou na quinta e tornou-se uma avalanche só resolvida na sexta-feira à noite. O primeiro capítulo desta história começou com a reprovação das condições de segurança do Estádio Lanchão pela Polícia Militar na quinta-feira. A Federação Paulista de Futebol havia pedido esse laudo da PM na quarta-feira, senão determinaria a realização do jogo com portões fechados. O segundo ato foi uma ação civil pública, com pedido de liminar, movida pelo promotor Carlos Henrique Gasparoto para interditar o estádio. Gasparoto decidiu impetrar o processo na manhã de sexta-feira, após receber vistoria da PM reprovando o Lanchão. O presidente do clube, José Servino Braga, conseguiu outro laudo da polícia, no final da tarde, liberando parcialmente o Lanchão. Com base nisso, o juiz autorizou a realização de Francana x Independente com capaciade reduzida, ou seja, só poderão entrar 3 mil torcedores. Não estava tudo resolvido. O terceiro ato começou porque houve a demora em enviar os documentos de segurança do estádio à FPF. Isso aconteceu porque a decisão da Justiça saiu por volta das 18 horas. A documentação precisava estar na Federação até as 17 horas. Assim, a FPF distribui comunicados dando ciência de que a partida seria realizada com portões fechados. Restou à diretoria pedir a intervenção do deputado estadual e vice-presidente regional da FPF, Gilson de Souza (PFL). Este conseguiu, por volta das 20 horas, sensibilizar o presidente Marco Polo del Nero. Faltava avisar o presidente do Independente. Só às 22 horas o conto trágico transformou-se em romance com final feliz para a Francana após a concordância do cartola de Limeira. O jogo poderá ser assistido por apenas 3 mil pessoas. A lotação é de 18 mil. O Lanchão continua interditado pela liminar da Justiça, deferida pelo juiz-auxiliar da 3ª Vara Cível, Fábio Marcos Dias. Só haverá a liberação do estádio após realização de reformas e consertos indicados pela PM, seguidos de vistoria da corporação e de técnicos da Justiça. (Rodolfo César)

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