O abastecimento de água pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em 100% das casas em Franca parece estar longe de se concretizar. Ontem, quando a população esperava que todos os bairros estivessem abastecidos, uma nova surpresa: a primeira máquina, das três instaladas nesta semana para bombear água até os 15 reservatórios da cidade, travou e fez com que a falta d’água atingisse novamente 10% dos consumidores. O Jardim Tropical foi uma das regiões mais atingidas.
Segundo o gerente distrital, Rui Engrácia, a bomba consertada no fim de semana, em São Paulo, após ter sido danificada por um forte temporal na tarde do último sábado que inundou as instalações da Sabesp no Rio Canoas, precisou retornar à oficina. “Um galho ou um tronco de madeira deve ter conseguido passar pelas grades com a cheia do rio e atingido o motor. Foi um problema no eixo”, explicou. As outras duas bombas continuam operando normalmente.
Com o imprevisto, a Sabesp precisou diminuir a vazão em alguns reservatórios para que os demais, principalmente das partes mais altas, recebessem água. “A nossa média de captação e distribuição era de 775 litros por segundo e conseguimos ampliar para 840 litros. Por isso, ganhamos em produtividade e a água começou a sobrar em alguns reservatórios”, revelou Engrácia. De acordo com ele, o remanejamento seria feito ainda ontem para tentar estabelecer o abastecimento total o mais breve possível.
“Percebemos que houve uma economia por parte da população com o retorno da água. Esperamos que ela se mantenha para atingirmos os 100% de abastecimento”.
Na tarde de ontem, a família da dona de casa Eunice das Graças Ananias Santos, moradora da Rua Moacir Falaguasta, no Jardim Tropical, ainda era uma das que continuavam sem água. “Vamos completar uma semana na seca, sorte que São Pedro tem colaborado”. Para Eunice, a situação é revoltante. “Entendo as explicações da Sabesp, mas é difícil aceitar ficar sem água, principalmente quando você vê funcionários fazendo a leitura d’ água”.
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