Vizinho: o inimigo que mora ao lado


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REVOLTA - A estudante Nádia Pimenta segura sua cachorra Paty. Na última semana, sua outra cadela, Matilde, morreu após ingerir carne envenenada
REVOLTA - A estudante Nádia Pimenta segura sua cachorra Paty. Na última semana, sua outra cadela, Matilde, morreu após ingerir carne envenenada
Matilde, 2 anos, morreu na última semana. Ela era alegre, de bem com a vida e sempre disposta a defender sua família. Na manhã de terça-feira, 16, seu corpo foi encontrado no quintal da residência onde vivia. Todos ficaram chocados com a forma cruel pela qual foi morta. O principal suspeito do crime é alguém próximo: seu vizinho. A estudante de fisioterapia Nádia Nascimento Pimenta, moradora do Jardim Francano, está de luto pela morte de sua cachorra Matilde. Ela afirmou que o animal funcionava como um verdadeiro alarme, pois costumava latir ao ouvir qualquer tipo de ruído, chegando inclusive a subir no telhado para vigiar a casa. “Certo dia, a Matilde latiu muito e, quando meu pai foi ver o que era, vimos uma pessoa tentando arrombar a casa de um dos vizinhos, e chamamos a polícia”. Nádia só não imaginava que essa “vigilância” pudesse gerar tanto incômodo em sua vizinhança, a ponto de envenenarem o animal. “Na manhã da última terça-feira (16), meu pai abriu a porta e ela não apareceu, como sempre fazia. Ele estranhou e foi até o corredor e a encontrou morta, com vários pedaços de carne com veneno perto dela”. Nenhum dos vizinhos de Nádia aceitou conversar com a reportagem, aumentando ainda mais o mistério sobre a morte da cachorra. A situação de atritos entre vizinhos é mais comum do que se imagina em Franca. Ruídos de indústrias, latidos, música no volume máximo, carros “cantando” pneus: há uma total falta de respeito no que tange a uma boa política de vizinhança na cidade. Mensalmente, chegam à divisão de fiscalização da Prefeitura cerca de 20 queixas de perturbação de sossego. [FOTO2] O advogado AN, que reside no Jardim Noêmia, sofre com os ruídos oriundos de uma marmoraria instalada próxima à sua residência. “As máquinas fazem muito barulho e incomodam toda a vizinhança. Tentei conversar de maneira amigável, mas não teve jeito. O proprietário não quis argumentar e chegou a me ameaçar, impedindo qualquer diálogo”. Sem ter outra alternativa, AN formalizou queixa na Prefeitura e aguarda uma definição para que se resolva o problema. O advogado afirmou ainda que, ao lado de sua casa, foi construído um prédio e os proprietários têm encontrado dificuldades em alugar os apartamentos que fazem fundo com a marmoraria. Air Fontanezi, chefe da divisão de fiscalização da Prefeitura, afirmou que quem perturba o sossego do vizinho pode sofrer graves sanções, que vão de multa à cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento (leia mais ao lado). “A prefeitura ainda não liberou o alvará para aquela marmoraria e só fará isso após a construção de uma parede com isolamento acústico, o que resolveria o problema. Vamos dar um prazo para o proprietário ficar em dia com a lei”.

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