A iniciativa da Santa Casa de barrar a entrada de três médicos no hospital e demitir o cirurgião gástrico Lavínio Nílton Camarim, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina da São Paulo) em Franca, foi alvo de duras críticas de entidades de classe ontem. Por telefone, e-mail e fax, pelo menos quatro delas manifestaram repúdio ao fato.
Uma das mais contundentes críticas partiu do próprio Cremesp, que classificou como “truculenta” a direção da Santa Casa. “Desrespeitaram a atuação das entidades médicas, que têm prerrogativa legal para promover e participar de atividades internas nos hospitais”. A entidade desaprovou a demissão de Camarim. “Exerceram intimidação por meio de uma demissão arbitrária”.
A APM (Associação Paulista de Medicina) classificou como perigosa a postura do hospital. Para a entidade, essas ocorrências prejudicam não só o nome da Santa Casa, mas de Franca. “Atos de autoritarismo estão sendo praticados, promovendo injustiças, e resultam em prejuízo à população”. As Sociedades Médicas de Sorocaba e Campinas também repudiaram a situação.
Para Camarim, a atitude da Santa Casa é “irresponsável”. “Os administradores da Santa Casa vêm cometendo muitos erros e seu superintendente (Fernando Bueno) cometeu mais um agora. Tornar pública minha demissão é uma atitude autoritária e irresponsável”.
Bueno foi procurado para falar sobre o repúdio das entidades, mas está em São Paulo e não foi localizado pelo telefone celular. O provedor da Santa Casa, Onofre Trajano, está em férias.
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