Sidnei Rocha isola secretários e nomeia assessores ‘filtros’


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O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) diz que não atenderá mais seus secretários de governo diretamente. Todos os contatos de seus auxiliares serão feitos, inicialmente, por meio de dois assessores, que levarão pedidos de verbas, autorizações e até mesmo solicitações de audiência. Cada um deles ficará com quatro pastas, ainda indefinidas. O tucano assumiu a autoria da idéia durante coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem (leia mais na página A-12). “Tenho de me isolar um pouco deles”. A partir da próxima semana, a sala ao lado do gabinete de Rocha será ocupada pelos assessores Daniela Honório (sua ex-secretária) e Wellington Araújo. Eles receberão, via secretária, todos os requerimentos encaminhados pelos secretários ao prefeito e acompanharão o desfecho dos processos. “Serão nosso elo. Não deixarei de dar atenção aos problemas de cada área, mas não sentarei mais com eles para despachar”, disse. A decisão, segundo Rocha, foi tomada, principalmente, por uma questão de agenda. Todos os dias, o prefeito tinha de interromper seus afazeres para atender, pelos telefones pessoal e celular, e até mesmo pessoalmente, aos oito secretários, que foram nomeados por ele. “Eles sabem que estou o dia todo à disposição. Não desligo telefone e não me nego a atendê-los. Mas isso tem me atrapalhado em muitos momentos”, disse. O tucano espera que, com o distanciamento, os secretários chamem mais para si as decisões e os rumos de suas respectivas pastas. “São pessoas capacitadas e nas quais eu confio. Então, nem tudo precisa, obrigatoriamente, passar por mim. Vou passar a filtrar em quais assuntos eu precisarei realmente intervir”. Questionado se o novo sistema não ocasionará confusão, Rocha discordou: para ele, os secretários absorverão bem a mudança. “Vão pegar logo, pois não tem nada complicado. Os processos chegam, os assessores me passam e, na hora certa, eu os despacho. Haverá uma certa barreira? Sim, mas por enquanto é necessária”, disse.

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