R$ 500. Esse é o preço que o lavrador Valdeci Rocha de Moraes, 38, pagaria à companheira, Edilaine Cícero de Freitas, por uma noite de sexo com a filha dela, de 12 anos. A versão, ainda não confirmada pela polícia, foi dada pelo próprio Valdeci. A garota foi estuprada por ele na última terça-feira. Depois de passar três dias negando o crime, Valdeci confessou ter estuprado a enteada e deu à polícia detalhes sobre o crime bestial cometido por ele.
Ontem à tarde, ele foi conduzido à sede da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para prestar depoimento. Inicialmente, disse ser inocente e não saber de nada. Cinco minutos de conversa com a delegada Graciela Ambrósio foram suficientes para que ele assinasse a confissão. “A senhora quer saber a verdade? Então vou contar. Usei a menina, sim. Foi a pedido da mãe dela, por causa de dinheiro”.
HISTÓRIA
Valdeci trabalhava ordenhando vacas e plantando hortaliças em um sítio situado no condomínio Vale Verde, próximo à Rodovia do Engenho Queimado (Franca/Ribeirão Corrente). Foi despedido e receberia R$ 1.140. De acordo com a versão dele, Edilaine teria ficado interessada no dinheiro. Ela estaria sofrendo ameaças de um ex-marido e pretendia deixar a cidade. “A Edilaine chegou e falou: se você quiser ficar com ela, fica. Me dá R$ 500 para eu sumir. Depois, é problema seu”.
A trama teria sido combinada no dia em que ocorreu o estupro. No período da tarde, Valdeci e Edilaine deixaram o sítio e seguiram para o centro da cidade. Ele afirma ter ido ao banco resolver problemas relativos ao Cartão Cidadão. A mulher ficou nas ruas pedindo esmolas. Se encontrariam no começo da noite na ponte do Clube dos Bagres, mas ela não apareceu. “Procurei na casa de parentes, mas não a encontrei. Como achei que tinha voltado, fui para o sítio. Ela não estava. Peguei a menina com uma tia, e a levei para casa”.
Era 20h30. Não havia outras pessoas na residência. Valdeci achou que aquele era o momento propício para colocar o diabólico plano em ação. Foi ao quarto onde estava a garota e deu o aviso: “Sua mãe não vai comparecer aqui hoje e disse para você dormir comigo. Falei para ela deitar no colchão e ela foi”. O lavrador negou ter feito ameaças e abusado da menina durante toda a noite, como ela afirmou. “Foi coisa rápida. Só uns 40 minutos”.
Após ouvir um barulho do lado de fora da casa, ele teria pedido para a vítima colocar a roupa e voltar para o quarto dela.
Valdeci diz ter dormido bem. Ele saiu cedo do sítio no dia seguinte para procurar Edilaine. Teria encontrado a mulher na casa de uma traficante na Vila São Sebastião, mas não falou sobre o estupro. Retornou para o sítio no começo da noite e foi preso logo depois. Não chegou a passar o dinheiro para a companheira.
Edilaine não está mais no sítio onde morava com Valdeci. A Polícia Civil está atrás dela para apurar as acusações feitas pelo lavrador. “Vamos investigar se o fato é verdadeiro. Ele fala com muita riqueza de detalhes e mostra que tinha um acerto.
Se ficar comprovada a participação da Edilaine, vou pedir a prisão preventiva dela”, disse a delegada Graciela.
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