Diferença de preços ultrapassa os 250%


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Maria Dilma da Silva foi ontem conferir o preço dos materiais escolares em uma livraria do Centro da cidade
Maria Dilma da Silva foi ontem conferir o preço dos materiais escolares em uma livraria do Centro da cidade
Uma lista divulgada nesta sexta-feira pelo Procon (Fundação de Proteção ao Consumidor) de Franca mostra que a diferença de preços de um mesmo item da lista de materiais escolares na cidade pode chegar a 257,14%. O levantamento foi feito com base nos valores praticados em oito livrarias, distribuídas pelas cinco regiões da cidade. Foram pesquisados 75 itens pedidos pelas unidades de ensino. O caso mais expressivo é o da borracha branca pequena, que custa R$ 0,07 em uma livraria da zona oeste e chega a R$ 0,25 em outra no Centro. O minidicionário Aurélio também apresenta uma grande variação. Ele pode ser encontrado por R$ 8,53 ou até R$ 29,90. Na lista dos produtos com maiores variações de preços, há ainda apontadores, cadernos pequenos de brochura e papel dobradura. Para o chefe do Procon de Franca, José Antônio Guimarães, o levantamento mostra que pesquisar ainda é a melhor forma de economia. “A variação de preços é muito grande de um estabelecimento para outro. Quem quiser economizar vai ter de andar”. O chefe do Procon acredita que a divulgação da pesquisa vá baratear o material escolar. “O levantamento estimula a concorrência e faz os pais perceberem onde é mais caro, o que faz muitas lojas repensarem suas margens de lucro e baixar os preços”. Do total de itens pesquisados, a menor diferença foi encontrada no giz de cera de 12 unidades. O preço nesse produto variou 18,52%, de R$ 1,35 a R$ 1,60. “Pedimos que o consumidor racionalize quando for comprar o material escolar. Pense nas contas já contraídas e não deixe se levar pelo luxo. A qualidade, sim, é importante”, disse Guimarães. Segundo Victor Calamtria, gerente de uma das livrarias consultadas, a diferença acontece em razão de uma jogada de marketing. “As livrarias funcionam como os supermercados, pode haver vantagem em um produto, mas no outro, o preço está mais elevado”, revelou. Para Maria Dilma da Silva, 58, moradora da Vila Imperador, a dica é comprar aos poucos. “Pesquiso os preços e compro nos locais mais baratos. Ainda não recebi a lista de materiais, mas já estou comprando o básico”. Com um filho em idade escolar, Maria anota todos preços e planeja gastar menos que no ano passado. “Quero evitar desperdício e comprar só o necessário”.

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