Lanchão é liberado para 3 mil torcedores


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Os atacantes Nenê (acima, de uniforme verde, ao centro da foto) e Luiz Gustavo, o Viola, no coletivo realizado na manhã de ontem no Lanchão e que definiu o time que enfrentará o Independente de Limeira; à tarde.
Os atacantes Nenê (acima, de uniforme verde, ao centro da foto) e Luiz Gustavo, o Viola, no coletivo realizado na manhã de ontem no Lanchão e que definiu o time que enfrentará o Independente de Limeira; à tarde.
A Polícia Militar liberou o Lanchão para a estréia da Francana na Série A-3 do Paulista. Mesmo assim, parcialmente. Por falta de segurança, o estádio está limitado a receber apenas 3 mil torcedores amanhã. A capacidade total é para 18 mil pessoas. O problema começou anteontem, após a PM reprovar as condições de segurança do estádio em vistoria oficial. Conseguir essa liberação foi um martírio para a diretoria do clube durante todo o dia de ontem. Ela precisou driblar uma liminar que interditou o Lanchão, deliberada pelo juiz da 3ª Vara Cível de Franca, Fábio Marcos Dias, e contornar uma determinação da Federação Paulista de Futebol de jogar com portões fechados. A certeza de poder receber seus torcedores só foi definida as 22h30 de ontem. Foi preciso a intervenção do vice-presidente regional da FPF, o deputado estadual Gilson de Souza (PFL). Ele entrou em contato por telefone com o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, durante a noite, para explicar que a diretoria do clube conseguiu autorização da Justiça e da Polícia Militar para realizar a partida com público. O “sim” foi dado, mas dependia de contato com o presidente do time de Limeira, Luiz Carlos da Luz, só encontrado após as 22 horas. “O futebol é uma festa e a Francana não podia estrear sem seus torcedores”, comemorou Gilson de Souza. CONFUSÃO A série de problemas da Francana teve início durante a tarde, quando o promotor Carlos Gasparotto pediu a interdição do estádio por falta de segurança, atestada pela polícia. “Desde 2003 detectamos a necessidade de obras no Lanchão para aumentar a segurança dos torcedores. Elas não foram feitas e por isso o pedido de interdição”, afirmou Gasparotto. Várias obras foram feitas no Lanchão à tarde, e uma nova vistoria da PM aprovou a realização do jogo com o estádio tendo sua capacidade limitada. Eram 17h30, hora em que a FPF enviou um comunicado ao clube determinando que o jogo fosse realizado com portões fechados por falta de aprovação da PM. Com o documento que revertia esta situação em mãos, dirigentes esmeraldinos conseguiram que o promotor Gasparotto encaminhasse uma petição ao juiz solicitando uma autorização especial. À FPF foi encaminhado o fax com a liberação da polícia. A entidade o recebeu fora do expediente. Só a intervenção do deputado Gilson de Souza garantiu a presença da torcida no estádio. Interditado, após a partida de amanhã, o Lanchão não poderá receber jogos e eventos. Só haverá liberação após realização de dez obras indicadas pela PM. Várias delas já foram feitas ontem, como a concretagem do anel superior, retirada de fios desemcapados que existiam no estádio e construção de acessos a carros oficiais, entre outros. O segundo jogo em Franca acontecerá no dia 11 de fevereiro. Antes, a PM deve aprovar as obras . (RC)

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