A Polícia Militar realizou uma vistoria ontem no Lanchão e constatou falhas na segurança do estádio. A Prefeitura não providenciou a concretagem da área superior das arquibancadas, o que permite a existência de pedras soltas; os alambrados estão com buracos; há fios elétricos desemcapados nos banheiros e o lado esquerdo do estádio possui banheiros em construção com ferros à mostra que também podem ser usados como arma em caso de confusão entre os torcedores. Tudo isso impediria a Corporação de emitir um laudo favorável à realização do jogo de estréia da Francana no Paulista da Série A-3, domingo, contra o Independente de Limeira.
O documento é uma exigência da FPF (Federação Paulista de Futebol) e a garantia de que a PM fará a segurança do espetáculo, condição única para o trio de arbitragem iniciar a partida.
Para tentar contornar a situação e garantir a realização do jogo de estréia da Veterana, Humberto Mazza, diretor técnico da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), que também esteve presente ontem no Lanchão, sugeriu a interdição parcial do estádio. Isso significa oferecer apenas cerca de 3 mil lugares à torcida, incluídos os existentes nas numeradas. Todo o lado esquerdo (oposto às cabines de rádio) não poderia receber torcedores.
Tudo porque não há tempo para efetuar os consertos exigidos antes da estréia do time. Posteriormente, as obras até serão realizadas. Outra possibilidade é realizar a partida com portões fechados, algo inaceitável para os organizadores do confronto.
Ontem à noite, Eurípedes Gonçalves, diretor da Francana, mostrou-se extremamente preocupado com a situação. “O problema é sério. Hoje (ontem), fui buscar o laudo no 15º Batalhão da Polícia Militar e o resultado só sairá amanhã (hoje)”, afirmou.
[FOTO2]
O tenente Marcus Alexandre Moraes de Araújo, da sessão operacional do 15º Batalhão, foi o responsável pela vistoria no estádio. À tarde, ele explicou ao Comércio que o trabalho de ontem foi o primeiro de um processo composto por duas etapas. Inicialmente, a PM fiscaliza 15 itens de segurança e aponta as reformas necessárias. O responsável pela manutenção realiza os consertos e pede uma segunda vistoria, para aí sim haver a liberação. “O papel da PM é emitir um parecer das condições de segurança”, apontou o tenente Araújo. Não há tempo para nada disso.
O Lanchão necessita ainda de outras providências. “O ideal seria construir um posto médico, mas o clube colocará uma ambulância durante os jogos”, completou o oficial. O assunto foi tratado junto ao comando do Batalhão em Franca e espera-se para a manhã de hoje uma resposta que permita a realização do jogo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.