Ministério Público vai investigar o ‘piscinão’


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operário Pedro Raimundo durante a construção de alambrado no ‘piscinão’ da Avenida Major Nicácio
operário Pedro Raimundo durante a construção de alambrado no ‘piscinão’ da Avenida Major Nicácio
O MP (Ministério Público) instaurou ontem um inquérito civil público para apurar as responsabilidades sobre a formação do "piscinão", poço de quatro metros de profundidade formado no subsolo de uma construção abandonada. A Habitat Investimentos, responsável pela obra, e a Prefeitura foram notificadas e devem tomar providências imediatas. O prédio que abriga o "piscinão" fica na Avenida Major Nicácio, a dois quilômetros do Centro. Foi nesse local onde, segunda-feira, caiu uma criança de sete anos, que só não se afogou porque foi salva pela mãe. O drama, acompanhado ao vivo pela reportagem do Comércio, ganhou repercussão nacional e chamou a atenção do MP. Para o promotor de Justiça de Habitação, Urbanismo e do Consumidor, Carlos Henrique Gasparoto, a situação é insustentável. "É inaceitável que as pessoas, principalmente crianças, continuem expostas. Algo tem de ser feito, e rápido." Ainda segundo ele, a Prefeitura foi notificada por não ter tomado uma postura mais rígida diante do problema. "A Prefeitura deveria ter resolvido o caso. Agora, o MP vai cobrar uma solução para o problema de poço e uma explicação para o poder público ainda não ter resolvido essa questão". Ontem, após ser notificada pela terceira vez pela Prefeitura, a Habitat iniciou a construção de um muro em volta do "piscinão".

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