As diretorias do Sindicato dos Sapateiros e do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Franca) começaram, ontem, no Ministério do Trabalho, as negociações salariais da categoria. Foi apresentada a pauta de reivindicação dos trabalhadores para o dissídio de 2007, cuja data-base é 1º de fevereiro.
As duas entidades disseram que a discussão aconteceu em clima amigável, mas o encontro ocorreu a portas fechadas. O presidente do Sindifranca, Jorge Donadelli, alegou "problemas pessoais" e não compareceu à reunião. Novas discussões estão previstas para amanhã, segunda, quarta e sexta-feira da próxima semana.
Segundo a direção do Sindicato dos Sapateiros, o primeiro encontro ocorreu dentro do esperado. Foi apresentada uma pauta de reivindicação com 77 itens aos calçadistas que, na sexta-feira, darão a primeira impressão oficial. "Tudo o que está na pauta responde à atual situação econômica. Em 2003, queríamos 35% de reajuste e hoje não chegamos a 13%. Se disserem que pedimos demais, demonstrarão que estão por fora da realidade", disse o presidente Paulo Afonso Ribeiro.
Pelo lado das indústrias, Donadelli preferiu não se pronunciar oficialmente. Segundo ele, as posições do Sindifranca serão repassadas diretamente à entidade de classe. "A pauta está em estudos. Não sei te dizer ainda. Pediria para não te responder, pois essa oferta tem de ser feita primeiramente ao Sindicato dos Trabalhadores".
As principais reivindicações da categoria são aumento salarial de 12,8%, piso de R$ 570, a implantação de um abono educacional de R$ 30 mensais e a contratação de um seguro de vida para os sapateiros, que custaria aproximadamente R$ 2 por funcionário.
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