70% das vans escolares ainda precisam de vistoria


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Osmar Gotardo Rocha ao lado de sua van, que foi vistoriada na tarde de ontem pela Ciretran. ‘Agora trabalho tranqüilo’
Osmar Gotardo Rocha ao lado de sua van, que foi vistoriada na tarde de ontem pela Ciretran. ‘Agora trabalho tranqüilo’
Há apenas oito dias úteis da data-limite para as vistorias das vans e microônibus que fazem o transporte escolar em Franca, apenas 39 - ou 30% - dos 130 veículos cadastrados na Prefeitura foram inspecionados na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) para renovar o alvará que é concedido pela Prefeitura. Os 70% restantes não renovaram seus alvarás. O vistoriador Paulo José Águila disse que, na semana passada, a procura foi baixa e uma média de três vans foram inspecionadas diariamente, mas que o índice tem aumentado. "Desde segunda-feira o movimento cresceu e tenho feito uma média de sete vistorias ao dia, mas como muita gente deixa tudo para última hora, a procura deve ser maior na semana que vem”. Paulo afirmou que o volume de trabalho é grande para um único encarregado. Segundo ele, são verificados, em média, 250 veículos ao dia, das 13 às 17 horas. Se os números do funcionário forem corretos, uma vistoria é realizada a cada 57 segundos."O ideal seria ter mais funcionários, mas, como isso não é possível, vamos trabalhando assim". Ele admitiu que a qualidade dos serviços fica comprometida e muitas irregularidades passam despercebidas "Só eu trabalho aqui, e tudo tem que ser feito rápido. Olho somente o chassi e o motor. Não tenho alternativa". Na vistoria das vans, são checados itens obrigatórios de segurança como extintor de incêndio, cintos de segurança, pneus, tacófrafo, entre outros. Após a aprovação, o motorista leva os documentos até a Prefeitura, que emite um alvará de licença que permite ao motorista trabalhar no transporte escolar por seis meses. Após esse período, o do-cumento deve ser renovado. FISCALIZAÇÃO A Prefeitura promete apertar o cerco aos os motoristas que fazem o transporte de alunos. A fiscalização começa no dia 29 e será feita por cinco homens da Guarda Civil, dois agentes do setor de transporte alternativo e o auxílio da Polícia Militar. O coordenador da divisão de trânsito, Sérgio Buranelli, faz um alerta. "O motorista que for flagrado trabalhando irregularmente terá seu veículo apreendido e será multado, e só voltará a fazer o transporte de alunos depois que regularizar a situação do veículo". O perueiro Osmar Gotardo Rocha fez a vistoria em sua van na tarde de ontem, e concorda com os procedimentos. "Pago todos os impostos para poder trabalhar, e como quem está irregular pode cobrar mais barato, acho que a fiscalização tem que ser mais rígida". Rocha disse que poucos pais questionam se ele possui alvará para fazer o transporte de alunos. "Eles se preocupam com o preço. Quase ninguém solicita a documentação".

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